A segunda passagem de Roger no Sport chegou ao fim. O atacante fez um acordo financeiro com o clube e está de malas prontas para defender a Portuguesa, na Série A. Ele, inclusive, está de fora até da concentração para o jogo com o Icasa, neste sábado, na Ilha do Retiro. Com isso, o Sport passa a ter apenas um centroavante de ofício no elenco que é Nunes.
A confirmação de maneira oficial veio no começo da noite desta quinta-feira por meio do Twitter do clube e depois de um período em que jogador entrou em um grande declínio técnico. Desde que Marcos Aurélio se tornou desfalque nos últimos jogos, o atacante assumiu o posto na equipe titular. Não agradou. Perdeu vários gols. Errou muitos passes. Com isso, na última rodada, voltou para o banco de reservas e viu Nunes assumir a condição de centroavante.
Roger sai em baixa do Sport, mas, em 2008, ele fez uma boa temporada pelo clube. Ajudou na conquista da Copa do Brasil, chegando a marcar um gol no Internacional na primeira partida das quartas de final, na Ilha do Retiro, e fez um bom papel na Série A. Neste ano, contudo, apesar de ter sido titular no começo do ano, não convenceu.
Além disso, ficou cerca de três meses parado após sofrer uma lesão no pé direito e passar por uma cirurgia. A reportagem do Superesportes procurou a diretoria do clube para obter novos detalhes, mas as ligações não foram atendidas.
A vitória sobre o Náutico, na última terça-feira, ainda repercute na Ilha do Retiro. Após ser apontada por Marcelo Martellote como a melhor atuação do Sport na temporada, a partida contra o Timbu virou inspiração para o atacante Roger. Na avaliação do camisa 9, se o time mantiver o mesmo nível do clássico, sairá de campo com a vitória.
- Vamos jogar da mesma forma que jogamos contra o Náutico. Pressionando desde o ataque, para conquistar os três pontos. Se fizermos isso, nós temos grandes chances de vencer e acabar esse primeiro turno no G-4.
Além de virar referência, o jogo da Copa Sul-Americana também serviu para dar mais confiança ao atacante, que enalteceu a semana de trabalhos na Ilha do Retiro.
- Quem vence o clássico fica mais confiante. Você se sente melhor, os elogios fazem bem, a semana de trabalho fica mais leve e isso tudo ajuda. Vamos para Curitiba para buscar os três pontos. Esse é o novo objetivo.
As palavras do atacante foram ratificadas pelo técnico Marcelo Martelotte. Mesmo afirmando que o clube irá enfrentar um adversário difícil, o treinador pediu para que seus atletas tentem repetir a atuação da última terça-feira.
- Espero que a gente jogue bem próximo do que foi feito contra o Náutico. O Paraná é um adversário difícil, mas se conseguirmos manter o mesmo nível, certamente nós teremos boas chances de buscar o resultado.
O Sport parte para o segundo jogo seguido fora de casa cercado de expectativa de um resultado positivo fora de casa, uma vez que ultimamente fora da Ilha do Retiro que o Leão vem conseguindo bons resultados. O São Caetano é o adversário da vez, que além de pegar um rubro-negro bem postado quando joga fora de seus domínios, tem também a volta de alguns titulares, embora sua maior estrela não jogue.
O Sport terá a volta do lateral Patric, que se recuperou de uma lesão na coxa. Será dessa vez que o Leão terá um lateral de ofício, já que há quatro rodadas vinha jogando com atletas improvisados na posição, alternando entre o volante Fábio Bahia - que entrou em três dos quatro jogos - e o atacante Sandrinho. Quem volta também é o volante Anderson Pedra, um dos homens de confiança de Marcelo Martelotte e que cumpriu suspensão na partida passada, por ter tomado o terceiro cartão amarelo na rodada retrasada.
Porém, o melhor jogador do Sport no momento vai ser desfalque. Principal responsável pela vitória contra o ASA na última terça-feira (06) com dois gols e passe para outro, Marcos Aurélio tomou cartão por reclamação antes da falta batida que gerou um golaço seu. Quem entra em seu lugar é o centroavante Roger, que vai atuar ao lado de Felipe Azevedo no ataque.
Já o São Caetano, que permanece na zona de rebaixamento após revés em casa para o líder Palmeiras, não resta outra saída a não ser a vitória. A oportunidade de jogar mais uma vez em casa leva a pressão para o time da casa conseguir uma vitória. A única dúvida do treinador Marcelo Veiga, que está ameaçado de perder o cargo, é no ataque. Jael e Giancarlo disputam a vaga. De resto, a equipe será a mesma que perdeu para o Palmeiras.
Estádio: Anacleto Campanella (São Caetano/SP)
Horário: 16h20
Árbitro: Célio Amorim (SC)
Assistentes: Antônio Luiz Guimarães Lugo e Vanessa de Abreu Amaral (ambos do MS)
São Caetano: Rafael Santos; Samuel Santos, Douglas Grolli, Fred e Diego Corrêa; Moradei, Wagner Carioca, Danilo Bueno e Éder; Giancarlo (Jael) e Geovane. Técnico: Marcelo Veiga.
Sport: Magrão; Patric, Tobi, Pereira e Marcelo Cordeiro; Anderson Pedra, Rithely, Camilo e Lucas Lima; Felipe Azevedo e Roger. Técnico: Marcelo Martelotte.
Tentando encontrar uma justificativa para a goelada de 5 a 0 sofrida para o América-MG na noite desta terça-feira, o atacante Roger disse que a equipe do Sport sentiu a sequência de jogos que o time vem enfrentando nas últimas rodadas da Série B. O Rubro-negro realizou cinco jogos em 17 dias.
- Série B é muito complicado. Você não pode pensar que terá facilidade, pois as coisas podem complicar. Faltou um pouco de perna e acabamos saindo com esse placar.
Mesmo lamentando o resultado, o jogador acredita que a derrota para o América-MG não muda o planejamento do Sport.
Tivemos um jogo para se esquecer, mas não é o fim do mundo. Não é hora de baixarmos a cabeça, pois estamos fazendo um bom trabalho. Estamos no caminho certo e vamos recuperar.
Para o jogador, a resposta da equipe precisa vir no próximo sábado, quando o Sport encara a Chapecoense, na Ilha do Retiro.
- Temos que nos recuperar e vamos buscar uma vitória em casa, diante da nossa torcida. Tenho certeza de que faremos um bom jogo e essa derrota não mudará nossos planos.
O atacante Roger está bem perto de vestir novamente a camisa do Sport em um jogo oficial. Depois de sofrer uma fratura no pé direito e passar por cirurgia, o jogador voltou aos treinos e se prepara para entrar em campo quando a Série B retornar. Entretanto, apesar de a expectativa ser grande, o atleta pediu cautela.
- É cedo ainda para falar quando vou entrar em campo. Vamos ver como vou me sentir, se não terei mais dores durante os próximos 15 dias. É preciso ir com calma, sem precipitação.
Roger ainda não sabe se estará em campo para a reestreia do Sport na Série B, dia 6 de julho, contra o Joinville. Por enquanto, se apega ao fato de poder voltar a treinar com bola.
- Estou me sentindo bastante motivado, ainda mais porque passei um longo tempo sem poder treinar, devido a uma lesão nova na minha carreira. Estou muito feliz com essa volta e espero jogar logo.
Sobre a possibilidade de retirar um parafuso colocado no pé fraturado para segurar o osso, o atacante afirmou que o departamento médico do clube ainda não decidiu quando realizará o processo. Caso retire a estrutura nos próximos dias, Roger deve perder os últimos treinos antes do retorno da Série B.
- Ainda não sei quando vou retirar. Sei que posso ficar com ele (parafuso) até dezembro, existe esse tempo. Vou conversar com os médicos ainda para saber o momento certo. Quem decide isso são eles.
No segundo tempo do clássico contra o Santa Cruz, no Arruda, o centro-avante Roger pulou para disputar uma bola aérea sofreu uma lesão na queda. O atleta fraturou o quinto metatarso do pé esquerdo. A cirurgia está marcada para a próxima quinta-feira (25), em Recife, e será comandada pelo médico do Sport, Stemberg Vasconcelos.
No dia quatro de fevereiro, a direção do Sport anunciava a contratação do atacante Mateus Lima, advindo do Barueri-SP. Com apenas 20 anos, o jogador chegava ao clube para um período de testes, ainda sob o comando do técnico Vadão, que seria demitido pouco mais de um mês depois. “É um jovem atleta, que vem ganhando pouco e chega como aposta. Ressaltou à época o então vice-presidente de futebol do Sport, Milton Bivar.
Em dois meses de clube e com sete partidas (e dois gols) disputadas com a camisa do Leão, Mateus agradou. Entrando no segundo tempo, quase sempre na vaga do atacante Roger, o jogador, aos poucos, cavou sua vaga de “reserva imediato” do camisa nove leonino, até por conta das características semelhantes com o titular do Sport. 60 dias se passaram, e Mateus Lima pode sair de jogador de “testes” para titular do Sport nas semifinais do Campeonato Estadual.
Com a lesão de Roger, que afastará o atual titular do ataque rubro-negro por período de 60 à 90 dias, Mateus Lima pode ter a chance de se firmar na equipe, visto que seu nome já ecoava, ainda que de forma tímida, nas arquibancadas, para ingressar no time titular. Com a ausência de outro jogador com as mesmas características no elenco, a chance do jogador entrar como titular aumenta, se Sérgio Guedes não promover uma mudança tática no esquema da equipe.
Um exame realizado na manhã desta segunda-feira confirmou a fratura no quinto metatarso do pé direito de Roger. O atacante, que deve ser operado ainda esta semana, desfalcará o Sport pelo restante do Pernambucano. De acordo com o departamento médico, a fratura já era conhecida, mas após uma análise dos riscos, decidiu-se que o atleta tentaria terminar o Estadual antes da cirurgia. A previsão é de que o atleta só volte aos gramados entre 60 e 90 dias.
De acordo com o chege do DM leonino, o médico Stemberg Vasconcelos, Roger sofreu uma fratura por estresse, constatada há algumas semanas. “É uma lesão relativamente comum no futebol. Algumas vezes, ocorre pela repetição de esforço”, comentou. Vasconcelos esclareceu ainda que não havia motivos para temer o agravamento do quadro. “Decidimos, em conjunto, que valia a pena ele continuar jogando. A maior preocupação era com a dor, mesmo. Combinamos que quando estivesse incomodando demais ele pararia”, argumentou.
E foi justamente isso que ocorreu no Clássico das Multidões do último domingo. Num lance isolado, o atleta pisou de mal jeito e não conseguiu seguir no jogo, deixando o time com um homem a menos pelo fato de Sérgio Guedes ter feito as três substituições. “Infelizmente, ele não conseguirá terminar o Estadual. Estamos resolvendo apenas os trâmites burocráticos para realizarmos a cirurgia”, lamentou Stemberg. “A expectativa é de que ele volte a jogar dentro de dois e três meses.”
Stemberg revelou ainda que Roger vinha jogando com dores há algumas partidas, mas garantiu que a decisão de adiar a operação não agravou a lesão. “De qualquer forma, ele precisaria passar pela cirurgia e o tempo de recuperação seria exatamente o mesmo”, destacou.
A disputa pela vaga de Roger promete ser acirrada na Ilha do Retiro. Ainda não se sabe se Sérgio Guedes optará por Marcos Aurélio ou Mateus Lima. O primeiro tem sido acionado com mais frequência, como opção para o decorrer da partida, mas o segundo possui características mais parecidas com o titular.
O técnico Sérgio Guedes ganhou um importante desfalque para a semifinal do Pernambucano. De acordo com o médico do Sport, Leonardo Monteiro, o atacante Roger, que deixou o clássico sentindo dores no pé direito, tem suspeita de fratura e está fora do duelo contra o Ypiranga.
- Roger sentiu um dor muito forte e existe uma suspeita que o atleta tenha fraturado a continuação do dedo mindinho, que na realidade se chama metatarso. Com isso, ele certamente é desfalque para o primeiro jogo da semifinal. Mas ainda vamos realizar um exame de imagem para saber a gravidade da lesão.
Embora não tenha confirmado a lesão mais grave, o médico do clube disse que são poucas as esperanças do atleta ser usado durante o restante do Pernambucano, uma vez que a recuperação de uma fratura dura cerca de 60 dias.
- A tendência é que ele tenha fraturado. Não podemos falar antes do exame, mas é provável que isso tenha acontecido. Caso se confirme, o atleta passará de 60 a 90 dias de tratamento.
De acordo com Leonardo Monteiro, o atleta fará um exame na manhã desta segunda-feira para definir o grau da lesão.
- Com ainda está bem inchado, nós vamos deixar para avaliá-lo melhor na segunda-feira. Só após o exame vamos poder definir o tratamento e o tempo de recuperação.
Bastava um empate para o Sport garantir a liderança do segundo turno do Campeonato Pernambucano e levar a vantagem de poder realizar o segundo jogo em casa nas finais do Estadual. E foi esse resultado que o Leão conseguiu no estádio do Arruda ao ficar no 2 a 2 com o Santa Cruz. O gol da liderança saiu nos acréscimos, de pênalti, quando a torcida tricolor já cantava vitória nas arquibancadas.
Quem saiu na frente foi o Santa Cruz, com Raul, no fim do primeiro tempo. Roger empatou logo no início do segundo tempo e Dênis Marques, que neste domingo completou 50 jogos com a camisa coral, recolocou os donos da casa na frente. O empate do Sport saiu dos pés de Marcos Aurélio na cobrança de pênalti aos 47 minutos. No total, 33.063 torcedores participaram do emocionante Clássico das Multidões deste domingo.
Como terminou o segundo turno na primeira colocação com 22 pontos, o Sport pegará o Ypiranga (quarto colocado) nas semifinais do Pernambucano. O primeiro jogo entre as equipes está marcado para o dia 21 de abril às 16h no estádio Lacerdão em Caruaru. Já o Santa Cruz, terceiro colocado, jogará contra o vice-líder Náutico no mesmo dia e horário no estádio do Arruda.
Raul chuta e Magrão 'dá azar'
O primeiro minuto dava a entender que seria um jogo bastante movimentado no Arruda. Aos 40 segundos, Jefferson Maranhão aproveitou jogada de Flávio Caça-Rato e chutou forte para uma boa defesa de Magrão. No contra-ataque, Felipe Azevedo teve a chance do Sport. Ele chutou forte e Tiago Cardoso defendeu sem segurança. A bola quase entrou, mas Willian Alves cortou em cima da linha.
Os dois goleiros só voltaram a trabalhar perto dos 30 minutos. Aos 28, Jefferson Maranhão chutou de muito longe e Magrão defendeu com tranquilidade. No minuto seguinte, Roger recebeu de Felipe Azevedo e mandou uma bomba. Tiago Cardoso defendeu no susto mandando a bola para escanteio.
O péssimo futebol apresentado deixou as duas torcidas caladas no Arruda, mas no fim do primeiro tempo a do Santa Cruz voltou a cantar. Aos 44 minutos, Raul recebeu de Flávio Caça-Rato e mandou uma bomba de fora da área. A bola explodiu na trave e na volta bateu nas pernas de Magrão e foi parar dentro do gol: 1 a 0.
Empate nos acréscimos define líder
O Sport voltou para o segundo tempo com uma mudança que alterou o esquema da equipe. O atacante Marcos Aurélio entrou na vaga do volante Marino. E o resultado da mexida do técnico Sérgio Guedes veio logo aos cinco minutos, quando Felipe Azevedo arrancou pela direita e tocou para Roger, que encheu o pé de fora da área e deixou tudo igual no Arruda.
A resposta do Santa Cruz não demorou muito tempo. Aos 10 minutos, Dênis Marques ganhou de Tobi e chutou com força e muita categoria sem chances para Magrão fazendo 2 a 1 para o Tricolor. A partir daí, as equipes se revezaram nas jogadas de ataque, mas sem outros gols até que o Sport teve um pênalti a favor cometido por Tozo. Aos 47 minutos, Marcos Aurélio foi para a cobrança, empatou o jogo e garantiu a liderança do estadual.
Confira os melhores momentos da partida
Ficha do jogo
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Éverton Sena, William ALves, Renan Fonseca e Tiago Costa (Nininho); Anderson Pedra, Luciano Sorriso (Tozo), Raul e Jefferson Maranhão; Dênis Marques e Flávio Caça-Rato (Caio Tavera). Técnico: Marcelo Martelotte.
Sport: Magrão; Cicinho (Moacir), Gabriel, Maurício e Reinaldo; Tobi (Welton), Fábio Bahia, Marino (Marcos Aurélio) e Lucas Lima; Felipe Azevedo e Roger. Técnico: Sérgio Guedes
Local: Arruda. Horário: 16h; Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Albert Júnior e Bruno Alcântara. Cartões amarelos: Tiago Costa, Dênis Marques(Santa Cruz); Maurício, Reinaldo e Cicinho (Sport). GOls: Raul (43 do 1T) e Dênis Marques (10 do 2T), pelo Santa Cruz; Roger (5 do 2T) e Marcos Aurélio (aos 45 do 2T), pelo Sport.
Um dos jogadores mais experientes do Sport, Roger faz do tipo de atleta que gosta de aparecer nas decisões. Diante do Santa cruz, o centroavante espera confirmar essa condição. Sabe que terá diante de si uma oportunidade ímpar de colocar o Leão da Ilha ainda mais forte na fase final da Campeonato Pernambucano. Afinal, o duelo do próximo domingo no Arruda vale a liderança do segundo turno e a consequente vantagem de decidir o mata-mata em casa.
"Clássico é diferente. Eu gosto desse tipo de jogo. É um jogo que fica na história. Você faz a sua história. Acaba sendo lembrado de uma maneira legal por ter decidido um jogo importante. Acho que saímos um pouco na frente porque temos a semana inteira para treinar. Dá para fazer alguns ajustes de posicionamento. É isso que o treinador tem feito", disse Roger.
Apesar de reiterar o equilíbrio do futebol, o centroavante leonino reconheceu que o bom momento do Sport dá um ligeiro favoritismo ao clube. Ainda assim, sabe que o resultado está longe de ser garantido por isso. "Hoje eu acho que não tem mais favorito no futebol. Está tudo muito igual. No clássico passado, quando enfretamos o Náutico, eu achei que ele era favorito. Pelo momento, a gente entra com o favoritismo. Mas eu acho que há muito igualdade. Vai ser um grande jogo e a gente tem tudo para sair com a vitória", afirmou.
Disputa com Mateus Lima
Nas últimas rodadas, Roger assistiu ao crescimento de Mateus Lima na equipe rubro-negra. De repente, passou a conviver com uma sombra que não existia. O jogador, no entanto, encara o crescimento do companheiro com naturalidade. "Ele é jovem e muito bom jogador. Tem um futuro promissor pelo que vejo no dia a dia. A posição está aberta. Existe a disputa. Óbvio que pelo meu momento, eu fui contratado para ser titular. Mas, se um dia ele estiver melhor, que o Sérgio opte por ele, sempre pensando em prol do grupo."
Apesar da goleada aplicada sobre o Belo Jardim, o técnico Sérgio Guedes manteve o olho vivo no desempenho da equipe e soube perceber os pontos falhos que o Sport mostrou na partida. Para o treinador, o Leão se desgastou desnecessariamente algumas vezes e isso fez com que o Calango chegasse com perigo no ataque.
- As dificuldades aconteceram e nós sabíamos que iam acontecer. Mudamos algumas peças e demos algumas oportunidades. Elas foram bem aproveitadas. Isso faz com que, às vezes, a gente descompacte a equipe. O adversário tocava bem a bola e oferecemos isso para eles. Acabamos nos desgastando também e eles passaram a criar algumas situações e poderíamos ter diminuído isso. Vamos procurar trabalhar e conversar sobre isso.
Sérgio disse que sempre procura analisar junto com a comissão técnica os pontos individuais da equipe. E quer que os jogadores conversem mais em campo para se corrigirem.
- A correção precisa acontecer o tempo todo. O placar elástico mascara algumas coisas. Assim como, quando não conseguimos um resultado positivo, as vezes as críticas são exageradas. Às vezes, por conta de uma erro individual, desgastamos um setor. Temos todos os observadores e analisamos os números dos atletas. O jogo é muito dinâmico e muda muito. A melhora que temos de dar ao time é na questão da individualidade. Temos que fazer com que eles se comuniquem mais. Técnico defende Roger
Sobre o atacante Mateus Lima, que entrou na partida e guardou o seu gol e o atacante Roger, que vem sofrendo críticas por uma parte da torcida, Guedes traçou um paralelo para garantir que o time está se esforçando para colher bons frutos.
- O Roger foi o Mateus Lima em um dia, em uma oportunidade. E vice-versa. O Mateus também pode ser o Roger futuramente. Existe um contexto muito grande em relação a isso. Mas, estamos atentos porque o Sport é prioridade. Amenizamos com uma boa campanha. Mas tudo o que vocês colocam, analisamos poucos. Vocês não vivem o dia a dia e fazem o torcedor mudar de opinião. Não há omissão em nenhum momento e os jogadores também se portam dessa forma.
O treinador procurou exaltar a confiança que todos no Sport estão adquirindo e também falou da importância que cada um pode exercer para o bem da equipe.
- Em todo esse tempo que aqui estou, tivemos dificuldades e o rebaixamento. Todo mundo, desde a diretoria até os jogadores, tem a sua participação e a sua importância. Todo mundo vai ter a sua parte importante nesse processo.
A Ilha do Retiro parecia fria. Os torcedores chegavam aos poucos. A impressão era de que o jogo seria sonolento. Engano. Avassalador principalmente na primeira etapa, o Sport fez a partida com Chã Grande parecer fácil. Ao contrário da última rodada, o time de Sérgio Guedes soube aliar velocidade e precisão. O resultado foi uma goleada incontestável de 5 a 0 e a certeza de que a equipe está em plena evolução no Campeonato Pernambucano.
A primeira impressão após a saída de Hugo foi esperançosa. O Sport se mostrou veloz como em nenhuma outra partida nesta temporada. A entrada de duas peças escolhidas por Sérgio Guedes foram fundamentais para isso. Lucas Lima e Erico Junior incendiaram. Deram aos rubro-negros uma nova face. Postado no 4-2-3-1, o Leão da Ilha foi avassalador na primeira etapa.
Até arriscar o primeiro chute na partida, porém, o Sport levou sete minutos. Demorou, mas a precisão compensou. Ao contrário da última rodada, quando a finalização foi o calo da equipe, os leoninos foram precisos. Na primeira chance, após troca de passes com Felipe Azevedo, Roger arriscou um belo chute de fora da área, rasteiro e sem chances para Dida.
Seis minutos depois, Cicinho, após belo passe de Erico Junior, driblou o goleiro e marcou o segundo. Foram três chutes e dois gols. A certeza da vitória veio quando Roger fez o que quis na área adversária. Driblou o zagueiro e goleiro para chutar rasteiro. Aliando velocidade e precisão, o Sport fez o jogo ser fácil desde o começo.
No segundo tempo, contudo, os leoninos diminuíram o ritmo. Sem ter o domínio da posse de bola, a equipe apresentou dificuldade em criar. Um dos combustíveis da equipe, Erico Junior sentiu a parte física e sumiu. Com isso, Marcos Aurélio foi acionado. Ainda assim, o Chã grande foi quem criou as melhores chances nos primeiros 20 minutos.
Depois, o Leão da Ilha voltou a estabelecer o domínio. Marcos Aurélio reanimou o ataque, principalmente com chutes de fora da área. Mas foram outros dois destaques do primeiro tempo que fizeram o Sport garantir a goleada. Aos 29, Lucas Lima deu belo passe para Roger, que driblou o goleiro e foi derrubado. Na cobrança do pênalti, Felipe Azevedo chutou com força no canto esquerdo. Já no final, Mateus Lima aproveitou bela jogada de Marcos Aurélio e decretou o triunfo.
Ficha Técnica
Sport 5
Magrão; Cicinho; Tobi, Gabriel e Reinaldo; Fábio Bahia, Marino (Moacir) e Lucas Lima; Erico Junior (Marcos Aurélio), Roger (Mateus Lima) e Felipe Azevedo. Técnico: Sérgio Guedes
Chã Grande 0
Dida; Cláudio (Ítalo), Cláudio Santos, Ronaldão e Rony; Wenio, Bruno (Temisson), Danilo, Jaime (Alison) e Tiago Lima; Jhulliam. Técnico: Maurílio
Local: estádio da Ilha do Retiro
Árbitro: Gilberto Castro Júnior
Assistentes: Elan Vieira e Bruno Alcântara
Gols: Roger (aos 7min e aos 29min do 1ºT); Cicinho (aos 13min do 1ºT) e Felipe Azevedo (aos 30min do 2ºT), Mateus Lima (aos 42min do 2ºT)
Cartões Amarelos: Tobi, Moacir, Cicinho (S); Cláudio Santos, Dida (C)
Cartão Vermelho: Tiago Lima (C)
Público: 7.904
Renda: R$ 62.356,00
Considerado como o substituto imediato de Roger no ataque do Sport, Mateus Lima ainda luta para ganhar um espaço no time. O atacante, recém-chegado ao clube, foi categórico ao comentar sobre a possibilidade de ser escalado como titular para o duelo contra o Ypiranga-PE, no próximo domingo, às 16h, no Otávio Limeira.
- O time ganhou o clássico e não acho que Sérgio Guedes deva mudar a equipe. Acho que deve repetir a escalação. O titular é Roger e quando ele marcar, quem ganhará é a equipe. Ainda preciso buscar o meu espaço.
Mateus Lima mostrou-se surpreso com as especulações sobre uma possível titularidade.
- De certa forma, fico surpreso com esse momento porque ninguém me conhecia. Cheguei de um time sem muita representação e ainda estou tentando mostrar o meu potencial.
O atacante disse que ainda precisa melhorar alguns fundamentos para entrar na disputa pela titularidade no Sport.
- Acho que ainda preciso melhorar a finalização. Estou buscando isso e espero melhorar o mais rápido possível para que eu possa entrar. Tive algumas oportunidades, fui bem e espero melhorar ainda mais.
Com dois gols no Campeonato Pernambucano, o atacante Roger mostrou humildade ao falar do “embate” contra o artilheiro da competição, o centroavante do Náutico, Elton. O jogador alvirrubro já marcou 12 vezes no torneio e, no próximo domingo, os dois irão se encontrar na Ilha do Retiro.
- Não tem nem como comparar a fase do Elton com a minha. Ele vive um momento muito melhor que o meu, faz gol de tudo que é jeito e não podemos dar vacilo. Mas domingo a história é outra e espero vencer.
Mesmo destacando a qualidade do rival, Roger descartou a possibilidade de jogar a responsabilidade da vitória para o Timbu.
- Não estou falando que ele (Elton) atravessa um melhor momento para jogar a responsabilidade para o outro lado. Quando o meu time está bem, não costumo me livrar das responsabilidades. Mas o Náutico vive um melhor momento. Porém, em clássico, ninguém é favorito.
A decepção tomou conta dos jogadores do Sport após o empate por 0 a 0 com o Petrolina na noite desta quarta-feira. Chateado com as chances de gols perdidas, o atacante Roger disse que a sorte abandonou o Rubro-negro.
- Ficamos muito tristes, pois criamos muitas chances e não conseguimos concluir. A sorte não nos acompanhou esta noite e isso dificulta. Caprichamos nas finalizações, mas a bola não entra.
Preocupado com o rendimento da equipe, o zagueiro Gabriel, disse que o Sport precisa ter mais atenção na hora de finalizar.
- Conseguimos fazer um bom jogo, mas faltou um pouco de capricho na hora de finalizar. Mas fomos superiores e merecíamos ter vencido.
Mais otimista, o goleiro Magrão destacou a evolução do time.
- Corremos mais, fomos mais atentos e conseguimos dominar. Tivemos algumas dificuldades e não fizemos o gol, mas foi positivo pela forma que jogamos. Agora, é levantar a cabeça para a próxima partida.
Se a intenção era vencer, convencer e selar a paz com o torcedor, o Sport não conseguiu. Após o empate diante do Pesqueira, por 1 a 1, a torcida não engoliu a atuação do time e as vaias tomaram conta da Ilha do Retiro com o apito final. O goleiro Magrão deu razão ao torcedor e lamentou o mau futebol apresentado pelo Leão.
- A torcida sai com razão. Fomos muito apáticos e não conseguimos fazer um bom futebol. Acabamos tomando um gol e não conseguimos nos recuperar, essa é a verdade.
Outro jogador que saiu bastante abatido foi o atacante Roger. Mesmo sem palavras, ele procurou explicar a atuação da equipe. Mas não conseguiu.
- Eu não sei o que acontece. Não tem mais o que ficar justificando. Eu não tenho palavras. Só resta trabalhar. Eu acho que o psicológico pode estar atrapalhando, mas não sei precisar.
O atacante Sandrinho foi outro que compreendeu o torcedor e foi direto nas palavras.
- A torcida está no direito de cobrar. Eles querem ver o time ganhar e nós não conseguimos. Pronto, foi isso.
A pequena Giulia, filha do atacante Roger, foi a grande homenageada da noite nesta quarta-feira antes da partida entre Sport e Pesqueira na Ilha do Retiro. A comissão técnica rubro-negra entrou em campo com uma faixa com os dizeres 'Roger, sua filha ainda vai ver muitos gols do papai artilheiro' como forma de homenagear o companheiro de time e a família.
Com a equipe já no gramado, o locutor do estádio dedicou o tradicional grito de guerra do Sport a Giulia, de 6 anos de idade, e também recebeu os aplausos dos rubro-negros. Há duas rodadas, o problema de visão da filha de Roger foi utilizado por um torcedor como forma de provocação ao atacante.
Simpática, extrovertida e paciente. É dessa forma que o atacante do Sport, Roger, define a filha mais velha, Júlia, que tem seis anos e uma fé que ultrapassa as barreiras do conhecimento. "Ela mudou a minha vida, a nossa vida. Me transformou em humano. Deixou-me mais sensível ao enxergar o problema dos outros", pontuou o jogador, sobre a mudança de comportamento após o nascimento da pequena.
Júlia nasceu com displasia septo ótica, uma atrofiação das estruturas do cérebro que compromete a visão, funções hormonais e os movimentos do corpo. A doença é rara e característica em crianças e adolescentes. Na pequena Júlia, porém, ela surgiu com uma especificidade ainda não explicada pelos médicos. Quem sofre de displasia geralmente tem várias complicações (hormonais, corporais, etc.), mas na filha de Roger a deficiência é só na visão.
Para tentar curá-la, a família já fez tudo o que foi possível: 30 médicos já foram consultados em São Paulo, Campinas, Salvador, Recife e até na China. "Em 2009 fomos à China realizar um tratamento experimental com células-tronco, mas o resultado foi mínimo. Outros médicos já fizeram vários exames, mas não identificaram o porquê de ela ter essa deficiência na visão. A viagem com tudo incluso custou cerca de R$ 150 mil. Graças a Deus que temos condições para tentar. Tenho consciência que já fiz tudo que estava ao meu alcance, agora é com Deus", contou.
Infelizmente na semana passada um rubro-negro mencionou o problema de Júlia ao tentar justificar a má atuação do Sport diante do Serra Talhada (na vitória por 3x2 sobre o time do Sertão). "É cego igual a filha", vociferou o torcedor. O comportamento inadequado dele culminou em uma série de demonstrações de carinho para com Roger, que ficou chateado com a atitude do torcedor, mas o perdoou de imediato.
Alheia ao que acontece, Júlia vive uma rotina feliz ao lado da família que ama. O clima na residência onde mora é só alegria. A pequena brinca, pula sozinha, pula nos braços do pai e da mãe, chama o irmão mais novo para participar da farra. "Ela não para", constatou a mãe Elizabeth. É verdade. Júlia tem uma energia típica de criança contente. E é justamente a simplicidade da alegria da filha que faz Roger seguir em frente, com fé, para buscar a cura da filha que ama.
Bom momento no Sport
Esta é a segunda passagem de Roger pelo clube rubro-negro pernambucano. Antes, ele defendeu o Leão em 2008 e 2009, quando o time conquistou o tetracampeonato e a Copa do Brasil. O retorno do atleta foi confirmado no último dia 3 de janeiro, de lá para cá ele já atuou em cinco partidas e fez três gols. O saldo ainda é pequeno comparado ao artilheiro do Estadual, Elton, que soma oito tentos. Entretanto, o jogador apresenta uma adaptação rápida ao novo elenco do Sport aliada à evolução nos jogos.
Por sua vez, Roger falou que está satisfeito com o momento dele no time, em particular, e com a chance de a partir de agora o Sport crescer na competição. "Eu estou me sentindo feliz, mais maduro do que da outra vez que estive aqui. Eu amo o Sport, amo o Recife e não falo isso porque estou conversando contigo. Porque eu joguei no Vitória, gosto do Vitória, mas não gosto de Salvador", observou o atacante, que revelou que os pernambucanos têm algo de diferente, que acaba atraindo os que vêm de fora.
Sobre a artilharia, o jogador não acredita que seja um dos favoritos ao homem-gol da vez, embora ele ambicione a marca. "Não sei se serei o artilheiro. Eu prometo, eu quero buscar esse objetivo na minha carreira. Mas antes de ser artilheiro, quero ajudar o Sport a voltar a conquistar um título estadual. Isto é mais importante do que a questão individual", revelou.
Confronto para se firmar no Pernambucano
O Sport não ganha um título desde 2011, quando foi derrotado na final do Campeonato Pernambucano pelo Santa Cruz. Após a decepção, o Rubro-negro voltou à Série A, conduziu uma campanha fraca no Nacional e acabou caindo para a Série B. A eliminação precoce na Copa do Nordeste também não estava nos planos do Leão e o fato culminou em crise interna que dura até hoje. O torcedor rubro-negro não estava acostumado com tantas infelicidades seguidas.
Apesar disso, Roger acredita que agora o time comandado pelo técnico Vadão encontrou um rumo e vai crescer na competição. A vitória sobre o Central por 1x0 e os dois jogos consecutivos na Ilha do Retiro (contra o Pesqueira e Porto) vão ajudar na boa sequência. "Estes são jogos para se firmar. O Sport tem elenco e força para isso. Chegou o momento da gente caminhar rumo ao título".
Experiente quando o assunto é promover a felicidade dos rubro-negros, Roger revelou que não reconhece o "novo" torcedor do Sport. Na opinião dele, aquele amor incondicional responsável por colocar o time para frente, mesmo na derrota, não existe mais. "Eu lembro da força do torcedor. Era de arrepiar. Era praticamente impossível para qualquer adversário vencer o Sport dentro da Ilha. Eu me recordo muito daqueles momentos e fico surpreso por não encontrar mais esse sentimento", confessou Roger. "As vaias por pouca coisa, as críticas tornaram a torcida do Sport igual a todas as outras. O diferencial do amor incondicional não existe mais. Mas eu ainda acredito que tudo vai voltar como era antes e, juntos, vamos viver muitas felicidades no clube", concluiu.
Autor do gol que garantiu a vitória do Sport sobre o Central, por 1 a 0, na tarde deste domingo, o atacante Roger destacou a importância do resultado diante da Patativa. Na avaliação do centroavante, a vitória servirá para mudar o ambiente no clube, que vinha sofrendo pressão desde a eliminação da Copa do Nordeste.
- Queríamos vencer, independentemente de jogar bem ou não. Nesse momento, onde as coisas não estão indo tão bem, o importante é vencer. Isso serve para diminuir as críticas e melhorar o nosso ambiente, pois dá mais tranquilidade ao grupo.
Apesar do gol, o atacante acredita que ainda não está dentro da forma ideal. Para Roger, a lesão no tornozelo direito, que o tirou das últimas partidas da Copa do Nordeste, fez com que ele não tivesse tempo para entrosar com os companheiros de ataque.
- Conseguimos fazer um bom jogo, criei algumas chances, mas ainda falta entrosar. Acho que o tempo que fiquei parado atrapalhou um pouco e não consegui me entrosar com os outros companheiros. Mas, com o tempo, isso vai melhorando.