Mostrando postagens com marcador história do Sport. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história do Sport. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Magrão é a estrela do lançamento do livro da conquista da Copa do Brasil

Goleiro autografou exemplares dos torcedores durante o evento na loja oficial do clube (Foto: Elton de Castro)
Maior ídolo da história recente do Sport, o goleiro Magrão é a estrela do livro sobre a conquista da Copa do Brasil. A publicação foi lançada na noite desta segunda-feira em comemoração aos cinco anos do título, comemorado no dia 11 de junho. Nas 139 paginas do livro, o torcedor rubro-negro poderá relembrar momentos marcantes da campanha do Leão, além de algumas curiosidades que ocorreram nos bastidores do título. Bastante emocionando, o camisa 1 discursou para cerca de 200 pessoas.

- Quando era adolescente, pertenci a uma torcida organizada do Corinthians. Aí, alguns amigos me ligavam antes da final para me perturbar. Mas desliguei o celular e não fui muito incomodado. Mas esse negócio de torcer pelo Corinthians foi na minha infância. Agora meu coração é 100% rubro-negro.

Atencioso, Magrão fez questão de conversar com praticamente todos os torcedores que estavam no local, mas deu uma atenção especial ao pequeno Arthur Felipe, de três anos.
Nos braços do ídolo, pequeno fã foi incentivado a seguir a carreira de goleiro (Foto: Elton de Castro)

- Quer ser goleiro? Tem certeza? Vai ser goleiro do Sport – brincou o camisa 1.

Quem também ficou empolgado com a aceitação do público foi o escritor do livro, o jornalista Rafael Silvestre.
Autor da obra, o jornalista Rafael Silvestre exibe um exemplar do livro (Foto: Elton de Castro)

- Sou São Paulino e fiquei muito feliz por escrever essa história. Dá uma motivação maior, por ter sido sobre o Corinthians, mas o meu lado profissional sempre fala mais alto. A história é muito boa e a torcida do Sport merecia ter esse feito registrado para a eternidade.

Um dos idealizadores do projeto, o diretor de marketing do Sport, Sid Vasconcelos, enalteceu a participação do goleiro na história do clube e disse que o livro era um reconhecimento à história de Magrão.

- Esse livro é um presente para todos os rubro-negros, mas também é um reconhecimento ao ídolo Magrão. É uma forma de agradecer por tudo o que ele representa para o Sport e o que ele fez pelo clube.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Livro que narra conquista do Sport na Copa do BR 2008 será lançado com 1ª edição esgotada

Em 2008 o Sport surpreendeu o Brasil ao vencer adversários tradicionais em sua vitoriosa campanha na Copa do Brasil. Palmeiras, Internacional, Vasco da Gama e Corinthians não fizeram frente ao Leão da Ilha que se sagrou campeão e voltou a levantar uma taça nacional após 21 anos. Em homenagem ao título, o clube lança agora em julho, já com a primeira edição esgotada, o livro 'Copa do Brasil 2008 - Há cinco anos o Brasil era rubro-negro'.

Com a enorme busca das livrarias, a BB Editora já prepara a segunda edição da publicação. "Foi um título importantíssimo para a história do Sport. A obra sob o olhar de um grande ídolo e com tantos preciosos detalhes da campanha chama a atenção do torcedor" disse Baroni Neto, diretor geral da BB Editora.

"Este é um projeto que já nasce vitorioso, pois valoriza um dos maiores títulos do Sport e também o ídolo que é o Magrão. Quando fechamos a parceria, decidimos que este trabalho teria que ter a participação do atleta Magrão, pois acreditávamos no sucesso deste projeto, e ele seria a pessoa mais adequada para contar detalhes de uma conquista marcante para este clube", relata Sid Vasconcelos, Diretor Executivo de Marketing.

"Neste livro celebramos os cinco anos da conquista da Copa do Brasil e também homenageamos, este, que para muitos é o melhor goleiro da história do Sport. Não tenho receio em afirmar que outras edições serão lançadas, pois é um livro que todo torcedor gostará de ter em sua casa e será uma grande oportunidade para dar de presente a outros torcedores." Marcela Lima, Gerente de Marketing do Sport.

Rafael Silvestre, editor da obra, relembra um pequeno trecho narrado por Magrão: “A altura em que os sonhos podem chegar, muitas vezes, a gente não consegue medir”.

É nesse tom, de emoção e detalhes, que o goleiro rubro-negro narra os acontecimentos. "Magrão, precursor junto com outros craques, narra de forma fiel os jogos que levaram o rubro-negro à consagração. Um registro importante e que todo torcedor precisa ter" ressalta Silvestre.

O livro ainda traz depoimentos de jornalistas além de todas as fichas técnicas da campanha.

Copa do Brasil 2008 - Há cinco anos o Brasil era rubro-negro

BB Editora, 2013 - 144 páginas

Autor: Alessandro Beti Rosa

Editor: Rafael Silvestre

R$ 49,90

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Glórias no Sport, gols decisivos e fim de carreira precoce: Irani relembra passado

A casa espaçosa mas modesta, encravada numa das ruas de areia do bairro da Várzea, dá poucas indicações das glórias passadas. O corpanzil que agora Irani tem de levar consigo a toda parte também não depõe a seu favor. Para um observador pouco treinado - e sem dispor de informação prévia- é difícil detectar que aquele homem simpático de 37 anos, com visível sobrepeso, foi um jogador profissional. De títulos. De conquistas. De sucesso. O ex-atacante do Sport teve tudo isso. Sua carreira foi construída na Ilha do Retiro, onde atuou de 93 a 2001. Houve uma saída no período, em 97, quando rodou por Internacional (RS) e Guarani (SP), apenas para voltar ao Recife no ano seguinte. Ele foi um dos expoentes de uma geração de ouro que todo torcedor rubro-negro adora não conseguir esquecer.

O lugar onde mora com a mãe - "Para não deixá-la sozinha, depois que Deus levou meu pai"- não chega a ser um santuário do Sport. Quando o visitante entra pelo grande portão por onde passam os carros, vê, quase imediatamente, um pôster com antigas fotos de Irani, sobre fundo vermelho e preto, encimadas pela inscrição: "Sou Sport". Não há muito mais que isso. O que quase ninguém sabe é que o preto da imagem poderia ser substituído pelo branco. Porque Irani quase despontou no Náutico. "Eu comecei a jogar lá. O problema é que, em três meses, ninguém tinha nem me pedido a identidade. Depois de um trein, eu voltei de carona com um amigo que morava por aqui e sempre me chamava para o Sport. Quem estava dirigindo era um diretor do Leão, e eu nem sabia. Quando cheguei em casa, eles me ofereceram um contrato e uma ajuad de custo. No começo, eu não queria ir. Já tinha feito amigos no Náutico. Mas acabei aceitando".

Não dá para imaginar como seria sua carreira com o Náutico. Ele poderia ter conseguido título e sucessos. Mas o terreno das previsões é pantanoso. Atendo-se à realidade, é justo dizer que a decisão pelo Sport foi acertada. Ele lembra com carinho da equipe - multicampeã local. "Minha carreira começou a despontar em 94, quando a gente foi campeão da Copa do Nordeste. Aquele time da gente era muito bom. Nós já entrávamos na partida com confiança, sabendo o que fazer para vencer. Era duro derrotar a gente", lembra.

Irani nem precisa consultar seu acervo de recordações para decretar qual foi seu melhor momento com o Sport. A resposta vem fácil, como se na ponta da língua. "Foi 1998. Na final do Pernambucano, a gente venceu o Porto por 2 x 0 com dois gols meus, numa Ilha lotada. Foi um dos melhores momentos da minha carreira". A informação dele é interessante - mas incompleta. A bem da verdade, o estádio não estava lotado. Estava superlotado. Numa época em que conforto e segurança ainda não haviam tornado-se obsessões, exatos 56.875 rubro-negros tiveram de se espremer para ver os tentos decisivos do ex-jogador. Literalmente. Muitos deles só puderam assistir aos lances de lado.

A carreira dele, contudo, não teve apenas passagens felizes. Houve momentos de tristeza e dor. Um deles especialmente definitivo - que fez Irani encerrar a carreira com precoces 27 anos. "Eu tive lesões nos dois joelhos. Não conseguia mais jogar. Muita gente falava que eu deveria continuar, que eu poderia até enganar alguns clubes, mas eu não queria isso. E, por isso, acabei encerrando a carreira". A decisão não foi fácil. Nunca é. "Foi um desafio. Todo jogador passa por isso. Pensei: 'O que é que eu vou fazer agora?'", indagou-se.

As dúvidas sobre o futuro não o impediram de pendurar as chuteiras. No primeiro momento, Irani decidiu dar um tempo, curtir a família. Mas ele não conseguira acumular dinheiro suficiente para garantir um futuro confortável sem esforço. Em pouco tempo, teve de voltar ao batente. Sem qualificação profissional, uma vez que, como todo atleta, foi obrigado a abandonar os estudos para se dedicar integralmente à bola, fez de tudo um pouco. Até marmita teve de entregar. De Kombi. Hoje, não trabalha mais. Vive com os rendimentos de três alugueis de imóveis que possui na cidade. "Graças a Deus, meus pais sempre me ajudaram, desde novo, e eu nunca passei dificuldade. Mas o padrão é outro. Não posso mais comprar as coisas que comprava na época de jogador, claro. Nem fazer o que eu fazia", diz.

A condição financeira não é a mesma, mas o bom humor permanece. Questionado sobre um possível retorno ao meio do futebol, ele pensa em reeditar uma antiga e exitosa parceira. "Quem sabe, se Leonardo virar treinador, ele não me chama para ser assistente...", diverte-se. Poderia até não dar certo, mas que as boas lembranças alegrariam milhares de torcedores pernambucanos, não há a mais remota dúvida.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

História:Luiz Müller chegou como veterano ao Sport, mas virou ídolo rubro-negro


Foi uma ligação do então técnico Hélio dos Anjos que trouxe Luiz Müller para a Ilha do Retiro. Na ótica do comandante, o time rubro-negro precisava de um atacante experiente. O jogador foi o eleito. Era o início de duas temporadas vitoriosas no Leão. Antes, porém, a desconfiança. Os 33 anos de Luiz Müller eram considerados avançados. Foi apontado como veterano. Mas, com a boa a técnica aliada a precisão nos chutes, o atleta, que carregava o inseparável bigode como marca, caiu nas graças da torcida. Mas Foram dois títulos estaduais e uma boa participação no Campeonato Brasileiro de 1996. “Foi um final de carreira dos melhores. As pessoas se lembram de mim até hoje no Sport. Produzimos bem e conseguimos essa marca”, lembra.

Futebol e universidade

Desde o começo da carreira, Luiz Müller sabia que a vida não se restringia ao limite das quatro linhas do campo de futebol. Quando estava na base do Bragantino, ele cursava Educação Física e garantia uma vida mais tranquila
   
Atacante em ação contra o Santa Cruz

quando parasse de fazer gols. A maneira diferente de boa parte dos boleiros fez do que ex-atacante um atleta respeitado no mundo da bola.  “Também tive experiência fora do país e uma condição em casa que me possibilitou sempre estudar. Muitas vezes, o jogador de futebol não tem essa possibilidade”, observa Luiz Müller, que já atuou no Japão.

A conquista mais difícil

Logo na primeira competição que disputou com a  camisa rubro-negra, Luiz Müller se deparou com o maior obstáculo no clube. A conquista do Campeonato Pernambucano de 1996 foi suada. Na decisão, o rival era o Santa Cruz. No primeiro jogo, o placar terminou em 2 a 2. A grande final ficou para a Ilha do Retiro abarrotada com mais de 33 mil pessoas.

O primeiro a balançar as redes foi Luiz Müller. De falta e no canto esquerdo. Um belo gol que o ex-atacante conta como o mais especial na passagem pelo time. Na sequência, o Tricolor empatou. O placar de 1 a 1, no entanto, manteve-se na prorrogação e o Sport foi campeão. “Foi um título muito difícil.  A equipe, quando cheguei, não estava tão bem, mas nos superamos”, diz.

O Brasileiro de 1996

Depois de conseguir o título estadual, os leoninos partiram para uma campanha respeitável no Campeonato Brasileiro. A equipe ficou na décima posição, com 35 pontos somados e a um de distânica da Portuguesa. O time paulista ficou no oitavo lugar e fechou o grupo de times que dava acesso ao mata-mata.

Na competição, o Sport fez algumas partidas brilhantes. Uma delas foi diante do Fluminense, na Ilha do Retiro. O placar final foi nada menos do que 6 a 0. No jogo, Luiz Müller marcou duas vezes. “Essa campanha foi memorável”, lembra.

A cotovelada na final

A passagem vitoriosa de Luiz Müller no Sport encerrou com o bicampeonato estadual. Título “tranquilo”. O Rubro-negro venceu os dois turnos. Na conquista da “segunda parte” da competição, porém, o ex-atacante levou um grande susto. A decisão do turno aconteceu diante do Porto, no estádio Antônio Luiz Inácio, em Caruaru. Por volta dos 26 minutos do primeiro tempo, Luiz Müller tentava driblar o lateral Candim dentro da área quando levou uma cotovelada e fraturou o nariz.

“Foi um lance rápido. Quando eu girei, ele passou na minha frente e acabou me acertando", recorda. “Não tem como dizer se foi maldade. Também não tinha tanta câmera no campo como hoje para ver o lance de novo”, acrescenta. Em cima, o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Leonardo abriu o placar. Pouco depois, Didi decretou a vitória e o título leonino.

A virada no Náutico

Quando chegava aos 39 anos, Luiz Müller retornou ao Bragantino para se despedir do futebol. A sua vida, contudo, continuou ligada aos gramados. Após realizar alguns cursos e estágios, ele inicou a carreira de técnico. Teve algumas passagens por times sub-20 do interior de São Paulo até que virou auxiliar do pernambucano Roberto Fernandes.

   
Jogadores do Náutico tiram bigode

Em 2007, os dois foram parar no Náutico. Era um momento difícil. A equipe era dada como virtual rebaixada do Campeonato Brasileiro da Série A. Mas, em uma arrancada surpreendente liderada pelo então desconhecido uruguaio Acosta, o time se livrou da degola. “No Recife, sempre consegui bons resultados. As pessoas se lembram muito mais dos títulos, mas essa pernamanência foi muito importante”, afirma.

Mais estudos e uma nova profissão

Agora, Luiz Müller está no comando do time sub-20 do São Caetano, mas pensa em novos rumos dentro do futebol. Ele estuda adminstração para, no futuro, retirar-se da beira do gramado e partir para a gestão dos clubes. “Na vida é sempre importante se atualizar e aprender novas profissões”, finaliza.