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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Depois de vassourada na Ilha do Retiro, próximo passo do Leão é contratar

Foto: Edvaldo Rodrigues

Por SuperEsportes

Após anunciar a saída de dez jogadores na terça-feira, o Sport praticamente finalizou a reestruturação do seu elenco para 2014. Salvas poucas exceções, foram embora atletas que não faziam parte do time titular que disputou a Série B. Ao todo, até o momento, a lista dos que não renovarão contrato com o Leão chegou a 12 nomes. Pode ganhar ainda mais alguns componentes, mas a direção já passou para a fase seguinte do planejamento: as contratações.

A diretoria e o novo executivo de futebol, Nei Pandolfo, estão trabalhando na vinda de peças para repor aqueles que saíram. “Tivemos um dia muito produtivo, de contatos e abertura de novas frentes. Passada a fase de reformulação do elenco, agora estamos preocupados com as contratações”, afirmou Arnaldo Barros.

Embora a época não seja das mais fáceis para fechar com os reforços, os dirigentes estão otimistas. Há negociações bastante adiantadas e jogadores com tudo acertado, faltando apenas a assinatura do contrato. “Estamos enfrentando dificuldades, sim, por conta da época, mas temos algumas coisas bem adiantadas e nomes fechados. Até o fim da semana podem surgir novidades”, revelou.

Ao mesmo tempo em que está em busca de reforços, o Sport também tenta renovar com aqueles jogadores que estiveram no clube por empréstimo. As situações de Lucas Lima, Marcos Aurélio e Neto Baiano, porém, seguem indefinidas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Técnico do Sport elogia novo diretor: 'pessoa séria'

Foto: Rogério Moroti

Globoesporte.com

Se o Sport depender do entrosamento entre o técnico Geninho e Nei Pandolfo, novo executivo de futebol do clube, para ir bem na próxima temporada, o torcedor rubro-negro já pode começar a preparar a comemoração. O treinador e o novo dirigente são amigos pessoais há muito tempo e pela primeira vez terão a oportunidade de trabalhar juntos.

- Nos conhecemos desde a época que éramos jogadores e depois o relacionamento continuou. Ele é uma pessoa séria e que sempre exerceu uma liderança muito boa. Foi capitão no Bragantino, onde jogou por muito tempo.

Além das referências em campo, Geninho também acredita que Nei Pandolfo chega ao Sport com um currículo na função de executivo já de respeito.

- Ele passou muito tempo no Santos e eu moro lá. Tivemos alguns contatos nessa época. A experiência dele foi boa lá e isso o credencia a fazer um bom trabalho no Sport. É um profissional que chega sem vício e com muita vontade de vencer.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Criticado por queda em 2012, Dubeux assume futebol e leva Sport à elite

Foto: Aldo Carneiro

Globoesporte.com

Quando deixou a presidência do Sport para assumir o Conselho Deliberativo do clube, Gustavo Dubeux carregou a imagem de um ótimo administrador - capaz de deixar o Rubro-negro com R$ 10 milhões em caixa - mas sem sucesso no futebol. Apesar de ter conquistado o acesso à Série A, em 2011, o dirigente foi responsabilizado pelo rebaixamento na temporada seguinte. No entanto, menos de um ano após deixar o clube com a imagem arranhada,  Dubeux resolveu “peitar” os críticos e assumir o futebol rubro-negro, no pior momento da equipe na Série B.

O cenário era péssimo. Cinco jogos sem vencer, derrota por 4 a 2 para o ABC, clube na oitava posição, crise interna e efetivação do técnico das categorias de base, Neco, para assumir o comando da equipe. Era preciso fazer algo. Acompanhado do vice-presidente jurídico do clube, Arnaldo Barros, e por Luciano Monte, Dubeux reuniu-se com Luciano Bivar com um pedido: assumir o futebol do clube com plenos poderes.

- Tinha que fazer algo pelo clube. Lógico que existia o risco de manchar ainda mais a minha história, mas o meu foco era o Sport. Então, conversei com Luciano para que a gente desse uma chacoalhada, pois era o momento. Então, eu, Arnaldo e Luciano tomamos a decisão de montar essa força tarefa. O presidente apoiou a ideia e fomos juntos. Felizmente, deu certo. Em momentos difíceis, temos que dar a cara e foi isso que fizemos. O Sport, como sempre, está em primeiro lugar.

Na mesma noite em que ganhou a autorização para comandar o futebol, Dubeux convenceu o presidente do clube de que Neco não poderia comandar o Sport na Série B. A escolha de Geninho para o cargo, no entanto, não agradou aos torcedores, que direcionaram suas criticas ao dirigente. Ciente da rejeição ao nome do técnico, o dirigente decidiu “bancar” a contratação.

- Quando você assume uma posição, não pode ser pela metade. Tinha pedido para ajudar o futebol do clube e não podia fazer algo que não acreditasse. Geninho é um técnico experiente e conhecedor do mercado. Foi ele quem indicou Neto Baiano, que nos ajudou muito. É um profissional que se atualiza. Sabia das criticas, mas não era hora de pensar nisso. Todo mundo queria o acesso e, mesmo que não tivesse dado certo, tinha a convicção de que ele era a escolha certa, como foi.

A chegada do treinador e do dirigente repercutiu entre os jogadores. Para o goleiro Magrão, o grupo ficou mais confiante com a chegada da dupla.

- Quando Dubeux assumiu o futebol nos ajudou muito. Até pela posição que ele tem no clube. É importante ter alguém como ele, pois ele passa confiança. É um cara muito otimista, mesmo nos momentos mais difíceis. Isso conta muito. Algumas vezes ele cobrava e isso foi importante.

Apesar do reconhecimento interno, o dirigente prefere dividir o triunfo com o restante da diretoria leonina. Para Gustavo Dubeux, a união foi determinante para que o clube conquistasse o acesso.

- O acesso não foi algo feito por mim. Tivemos uma força tarefa. Como disse, Luciano Monte, Arnaldo, eu e todos os outros mostramos que estávamos juntos com o presidente, que comprou a ideia e nos ajudou. Os jogadores e a comissão técnica fizeram a parte deles e isso foi o fator determinante.

Com a sensação de dever cumprido, Gustavo Dubeux ainda não sabe se seguirá exercendo um papel mais efetivo dentro do futebol. De acordo com o dirigente, a ideia é entregar o cargo para que o presidente escolha como será feito o planejamento da próxima temporada.

- O meu acordo com Bivar era que eu ficaria até o fim de novembro. Conquistamos o acesso e tenho que deixar o presidente livre para que ele escolha como será o planejamento. No Sport, as coisas são feitas com harmonia e não seria elegante da minha parte impor algo ao presidente. Devo lealdade a ele. Então, entregarei o cargo, mas ajudarei no que for preciso e da forma como o presidente acreditar que posso ajudar.

Mesmo entregando o cargo, Dubeux acredita que o clube precisa organizar-se de uma forma mais profissional, para não repetir os erros de 2012, quando acabou rebaixado.

- Vamos fazer uma boa campanha na próxima temporada. Para isso, é necessário que exista a entrega de todo mundo e profissionais que possam nos ajudar.