Por SuperEsportes
Nos últimos dias, sempre que perguntado sobre seu futuro no Sport, o ex-presidente Gustavo Dubeux desconversava. Passada a euforia da conquista do acesso para a Série A, o dirigente, enfim, revelou que sua missão no clube foi cumprida. Em 2014, o futebol rubro-negro será planejado e tocado pelo presidente Luciano Bivar e sua diretoria executiva. Dubeux está fora.
Convocado na metade da Série B num momento de crise do Sport, Dubeux voltou ao futebol do Sport como membro de um conselho consultivo e, junto com outros nomes de prestígio no meio rubro-negro, como Luciano Monte e Arnaldo Carvalho, conseguiu colocar as coisas de volta aos eixos.
Segundo Dubeux, já estava definido que a missão dele no Sport terminaria com o fim da Série B. “A nossa missão foi cumprida. Era uma coisa que já estava planejada, que tinha início e fim. Nossa dedicação foi intensiva, mas terminou com o fim da Série B”, afirmou o ex-presidente, que não participará do planejamento para 2014, que deve iniciar nos próximos dias com as primeiras reuniões. “Isso ficará a cargo do presidente e da diretoria executiva”.
Dubeux seguirá atuando no Conselho Deliberativo, do qual é presidente. Também vai trabalhar em prol da construção da nova arena do clube, em processo de aprovação na esfera municipal. “Minha missão no futebol terminou. Claro que vou continuar atuando no Conselho, mas também vou dar atenção à minha vida profissional”, revelou o dirigente.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Criticado por queda em 2012, Dubeux assume futebol e leva Sport à elite
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| Foto: Aldo Carneiro |
Globoesporte.com
Quando deixou a presidência do Sport para assumir o Conselho Deliberativo do clube, Gustavo Dubeux carregou a imagem de um ótimo administrador - capaz de deixar o Rubro-negro com R$ 10 milhões em caixa - mas sem sucesso no futebol. Apesar de ter conquistado o acesso à Série A, em 2011, o dirigente foi responsabilizado pelo rebaixamento na temporada seguinte. No entanto, menos de um ano após deixar o clube com a imagem arranhada, Dubeux resolveu “peitar” os críticos e assumir o futebol rubro-negro, no pior momento da equipe na Série B.
O cenário era péssimo. Cinco jogos sem vencer, derrota por 4 a 2 para o ABC, clube na oitava posição, crise interna e efetivação do técnico das categorias de base, Neco, para assumir o comando da equipe. Era preciso fazer algo. Acompanhado do vice-presidente jurídico do clube, Arnaldo Barros, e por Luciano Monte, Dubeux reuniu-se com Luciano Bivar com um pedido: assumir o futebol do clube com plenos poderes.
- Tinha que fazer algo pelo clube. Lógico que existia o risco de manchar ainda mais a minha história, mas o meu foco era o Sport. Então, conversei com Luciano para que a gente desse uma chacoalhada, pois era o momento. Então, eu, Arnaldo e Luciano tomamos a decisão de montar essa força tarefa. O presidente apoiou a ideia e fomos juntos. Felizmente, deu certo. Em momentos difíceis, temos que dar a cara e foi isso que fizemos. O Sport, como sempre, está em primeiro lugar.
Na mesma noite em que ganhou a autorização para comandar o futebol, Dubeux convenceu o presidente do clube de que Neco não poderia comandar o Sport na Série B. A escolha de Geninho para o cargo, no entanto, não agradou aos torcedores, que direcionaram suas criticas ao dirigente. Ciente da rejeição ao nome do técnico, o dirigente decidiu “bancar” a contratação.
- Quando você assume uma posição, não pode ser pela metade. Tinha pedido para ajudar o futebol do clube e não podia fazer algo que não acreditasse. Geninho é um técnico experiente e conhecedor do mercado. Foi ele quem indicou Neto Baiano, que nos ajudou muito. É um profissional que se atualiza. Sabia das criticas, mas não era hora de pensar nisso. Todo mundo queria o acesso e, mesmo que não tivesse dado certo, tinha a convicção de que ele era a escolha certa, como foi.
A chegada do treinador e do dirigente repercutiu entre os jogadores. Para o goleiro Magrão, o grupo ficou mais confiante com a chegada da dupla.
- Quando Dubeux assumiu o futebol nos ajudou muito. Até pela posição que ele tem no clube. É importante ter alguém como ele, pois ele passa confiança. É um cara muito otimista, mesmo nos momentos mais difíceis. Isso conta muito. Algumas vezes ele cobrava e isso foi importante.
Apesar do reconhecimento interno, o dirigente prefere dividir o triunfo com o restante da diretoria leonina. Para Gustavo Dubeux, a união foi determinante para que o clube conquistasse o acesso.
- O acesso não foi algo feito por mim. Tivemos uma força tarefa. Como disse, Luciano Monte, Arnaldo, eu e todos os outros mostramos que estávamos juntos com o presidente, que comprou a ideia e nos ajudou. Os jogadores e a comissão técnica fizeram a parte deles e isso foi o fator determinante.
Com a sensação de dever cumprido, Gustavo Dubeux ainda não sabe se seguirá exercendo um papel mais efetivo dentro do futebol. De acordo com o dirigente, a ideia é entregar o cargo para que o presidente escolha como será feito o planejamento da próxima temporada.
- O meu acordo com Bivar era que eu ficaria até o fim de novembro. Conquistamos o acesso e tenho que deixar o presidente livre para que ele escolha como será o planejamento. No Sport, as coisas são feitas com harmonia e não seria elegante da minha parte impor algo ao presidente. Devo lealdade a ele. Então, entregarei o cargo, mas ajudarei no que for preciso e da forma como o presidente acreditar que posso ajudar.
Mesmo entregando o cargo, Dubeux acredita que o clube precisa organizar-se de uma forma mais profissional, para não repetir os erros de 2012, quando acabou rebaixado.
- Vamos fazer uma boa campanha na próxima temporada. Para isso, é necessário que exista a entrega de todo mundo e profissionais que possam nos ajudar.
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