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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cicinho lamenta rebaixamento e garante permanência na Ilha


Um dos principais jogadores do Sport no Campeonato Brasileiro da Série A, o lateral-direito Cicinho, lamentou bastante a derrota do seu time por 1x0 para o Náutico nos Aflitos. A lamentação aconteceu porque o resultado garantiu o rebaixamento do clube Rubro-Negro a Série B. “Foi feita a vontade de DEUS. Nós trabalhamos, mas não deu. Passamos 11 jogos no Primeiro Turno sem pontuar e isso foi determinante. Infelizmente foi assim, mas temos que levantar a cabeça apesar de ser difícil fazer isso em um momento como esse”, disse.

Questionado se ficaria no Leão mesmo com o clube disputando a Série B, o atleta deu uma resposta breve e positiva para a torcida Rubro-Negra. “Eu fico no Sport”, garantiu.

Aílson: “Temos que colocar o Sport de volta na Série A”


O Sport foi derrotado por 1x0 para o Náutico no estádio dos Aflitos e como necessitava vencer acabou sendo rebaixado a Série B. Além de vencer o Leão também precisava contar com uma derrota do Bahia ou da Portuguesa, que também não aconteceram.

Titular do Sport na reta final da Série A, o zagueiro Aílson garantiu que o clube demorou para jogar bem na Série A e lamentou a queda. “Deixamos para acordar tarde no campeonato, mas hoje também não vencemos. Também contávamos com outros resultados que não aconteceram”, explicou.

O jogador ainda garantiu que as lamentações têm que ficar de lado, pois o Leão precisa voltar a Série A. “Agora não temos muito o que lamentar. Temos que levantar a cabeça e pensar em 2013, em colocar o Sport de volta na Série A”, disse.

Jogadores do Sport culpam primeiro turno pela queda para a Segundona


A reação apresentada pelo Sport no segundo turno do Brasileiro 2012 não foi suficiente para livrar a equipe pernambucana do rebaixamento para a Série B. A maioria dos jogadores do Rubro-negro culpou o fraco desempenho na primeira metade da competição para justificar a queda. O volante Moacir lembrou a longa série sem vitórias que o Leão encarou durante o Brasileirão.

- Não dá para ficar onze rodadas sem vencer em um campeonato tão equilibrado e forte como é o Brasileiro. Acho que a gente demorou demais para reagir.

O zagueiro Aílson encontrou explicações para o mau começo. Ele acredita que a forma como alguns dos principais atletas do time na reta final chegaram ao clube foi algo prejudicial para dar ritmo ao time.

- São jogadores importantes, que chegaram e demoraram para estar no patamar que uma competição como o Brasileiro exige. Mas são atletas que nos ajudaram muito nesta reta final e não dá para culpa-los.

O mesmo discurso foi utilizado pelo presidente Gustavo Dubeux. Ele citou o fraco desempenho no primeiro turno, mas eximiu a diretoria de culpa.

- Não conseguimos ter, no primeiro turno, o mesmo desempenho que tivemos no segundo e isso fez a diferença. Nós fizemos tudo o que foi possível. Demos todas as condições necessárias que um clube grande como o Sport precisa ter.

Gustavo Dubeux lamenta a queda do Sport e diz que clube não terá prejuízo



Nos dois anos como presidente do Sport, Gustavo Dubeux não teve muito o que comemorar. Perdeu dois campeonatos estaduais para o rival Santa Cruz. Subiu para a Série A em 2011 com muito sacrifício e devolverá o clube no  mesmo lugar em que o recebeu. Na Série B. Logo depois da última partida do Leão na Série A de 2012, onde foi derrotado pelo rival Náutico por 1 a 0, o mandatário amenizou a situação e disse que os prejuízos serão apenas emocionais. Não financeiros.

Mesmo derrotado, Gustavo Dubeux manteve a postura que teve neste biênio em que dirigiu o clube. Na derrota ou na vitória, ele sempre atendeu a imprensa. E desta vez não foi diferente. “Dedicação não faltou a nossa equipe, mas infelizmente não conseguimos manter nosso time na primeira divisão”, lamentou Dubeux.

Em alguns momentos da campanha, o presidente leonino foi alvo de vários protestos da torcida. Para os rubro-negros, Gustavo era o principal responsável pela má campanha da equipe. Encarando um dos piores, ou  o pior momento da sua gestão, Dubeux fez questão de lembrar da torcida e aproveitou para cutucar os adversários. “Primeiro peço desculpas a torcida e tenho que parabenizar o que eles fizeram hoje e nos outros jogos. Por isso o Sport é muito grande e  é por isso que todos odeiam o Sport”, provocou o presidente do Leão.

Dubeux ainda lembrou que o clube foi prejudicado pela arbitragem em vários momentos e que eles mereciam uma melhor sorte. Gustavo ainda disse que este é o momento de reflexão sobre os erros e trabalho pela nova gestão que assumirá. Decisões sobre o elenco e a permanência de Sérgio Guedes ficarão a cargo da nova diretoria. Para finalizar Gustavo Dubeux tranquilizou a torcida quanto a futuros prejuízos. “Financeiramente  não teremos nenhum prejuízo. JKá estamos renovando nossos patrocínios e nossa cota da televisão será a mesma independente da divisão em que estivéssemos em 2013.

Sem saber seu futuro, Sérgio Guedes se emociona em coletiva após derrota


Sérgio Guedes, chegou ao Sport com apenas 10 rodadas para o fim do campeonato. O treinador consguiu dar uma sobrevida ao Leão da Ilha. Infelizmente não adiantou. O rebaixamento mostrou um Sérgio diferente. Um técnico emotivo. Ao contrário do que foi durante todo o campeonato.

Durante a desastrosa campanha do Sport na Série A em 2012, três técnicos comandaram o Sport. Vágner Mancini, Waldemar Lemos e Sérgio Guedes. Gustavo Bueno chegou a ser técnico interino em algumas partidas, mas nunca teve a oportunidade de impor seu estilo. Guedes foi o único que conseguiu mudar a cara do time. Foi o único que motivou o elenco como ninguém. Após tanta evolução, a queda do time para a segunda divisão levou Guedes junto. Durante toda a entrevista ele não se conteve e parou por vários momentos para se recompor. “Não é um momento em que me preparei para falar, mas sei o que preciso dizer”, explicou o técnico.

Sérgio Guedes falou pouco sobre a partida. Preferiu falar mais do que o grupo passou durante estas dez rodadas em que esteve junto com eles. Porém quando falou do Clássico dos Clássicos, lamentou que o planejamento não deu certo. “Quem saísse na frente teria uma posição melhor. Eu esperava que fosse o Sport”, contou Guedes.

O treinador ainda fez questão de parabenizar e e se desculpar com a torcida. “Precisamos pedir desculpas a estas pessoas que gostam do clube independente do que aconteça”, comentou. Para o técnico leonino sem a ajuda deles nada disso teria acontecido. Porém o maior agradecimento foi para o que fazem o clube. Os funcionários, direção e elenco. “Tenho que agradecer aos dirigentes e aos atletas. Esses jogadores desconhecem o potencial que possuem. Tenho que agradecer a eles por isso”, falou o treinador.

Se o comandante rubro-negro ficará na Ilha do Retiro em 2013 é uma incógnita. Todavia, Guedes quer assimilar, o duro golpe tomado na tarde deste domingo, como um aprendizado para melhorar ainda mais no seu posto. Sérgio ainda fez questão de lembrar que nunca existiu história alguma sobre empréstimo no seu contrato. "Tenho contrato com o Sport e vamos sentar com os que fazem o clube para decidirmos algo", finalizou.

Náutico joga melhor, vence o Clássico e rebaixa o Sport para a segunda divisão



Jason? Não desta vez. Numa rodada em que não dependia apenas de si mesmo, o Sport sequer conseguiu fazer a sua parte. Deu Náutico no Clássico dos Clássicos. Os alvirrubros, que haviam garantido a permanência na Série A na rodada anterior, mostraram o motivo de seu sucesso neste Brasileiro. Dos 49 pontos alvirrubros na competição, 42 foram conquistados nos Aflitos. Melhor em campo, o Timbu bateu o Leão por 1 a 0, rebaixando o rival para a Segundona.

As disposições ofensivas de Guedes e Gallo prometia uma partida franca, com boas chances para os dois lados. Mas, visivelmente nervosos, os rubro-negros cometiam erros bobos, cedendo brechas para o rival. Mordido, o Náutico aproveitava para agredir o oponente e antes dos dez minutos, já assustara em duas boas oportunidades. Na primeira, numa bola mal recuada por Cicinho para Saulo, que errou o domínio e precisou esticar-se para dividir com Rhayner. Em seguida, num bate-rebate dentro da área leonina, Alemão isolou a bola que quicou sem sua frente próximo à pequena área.

Embalado pelo bom momento, o Náutico seguiu pressionando o Leão e aos 20, Rhayner teve mais uma chance de deixar sua equipe em vantagem. Com um belo lançamento, Souza deixou o companheiro em vantagem na briga com o zagueiro, obrigando Saulo a sair da barra. Mais veloz, Rhayner tocou por cima do goleiro, mas a bola se perdeu pela linha de fundo. Até aqui, as chances rubro-negras limitavam-se a investidas pontuais pelos lados do campo. Mas foi numa cobrança de falta ensaiada que o Leão assustou pela primeira vez. Da intermediária, Cicinho rolou para Reinaldo, que soltou uma bomba, raspando o travessão de Felipe, que já estava vencido no lance.

Porém, as emoções mais fortes ainda estavam por vir. Aos 44, Felipe Azevedo tabelou com Reinaldo, invadiu a árera e tocou na saída do goleiro alvirrubro. A bola só não entrou porque Douglas Santos salvou com um carrinho em cima da linha. Na sequência do lance, Rogério ganhou de Diego Ivo na velocidade e foi calçado pelo defensor rubro-negro dentro da área. Pênalti. Pivô de uma polêmica que incendiou as torcidas antes da hora, Kieza cobrou no canto, mas viu Saulo se esticar e mandar a bola para o escanteio.

O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro acabou: com Saulo salvando o Sport. Numa bobeira de Diego Ivo, Rhayner cabeceou cara a cara com o goleiro do Leão, que espalmou. Em seguida, numa tabela entre Araújo e Patric, o atacante alvirrubro finalizou da meia lua, buscando o ângulo direito. O goleiro esticou-se e deu um tapa na bola, que ainda bateu na trave antes de sair. Foi a última defesa dele no Brasileiro. Logo depois, o camisa 87 sentiu dores na panturrilha e foi substituído por Matheus.

Fazendo sua estreia com a camisa do Leão, Matheus encarou uma verdadeira fogueira logo no primeiro lance. Depois de falta cobrada na intermediária, a zaga não conseguiu afastar e a bola sobrou nos pés de Araújo, que livre de marcação, bateu sem chance de defesa, abrindo o placar aos 19 minutos. Guedes viu-se obrigado a promover mudanças ousadas. Entraram Willians na vaga de Cicinho e Henrique no lugar de Gilsinho. Mas o Náutico seguiu senhor do jogo. Com um sistema defensivo bem postado, o Timbu segurou as investidas rubro-negras e ainda teve as melhores chances para ampliar.

Náutico
Felipe; Patric, Alemão, Alison e Douglas Santos; Elicarlos (Ronaldo Alves), Souza e Araújo; Rogério, Rhayner (Dadá) e Kieza. Técnico: Alexandre Gallo.

Sport
Saulo (Matheus); Cicinho (Willians), Diego Ivo, Aílson e Reinaldo; Tobi, Moacir e Hugo; Felipe Azevedo, Gilsinho (Henrique) e Gilberto. Técnico: Sérgio Guedes.


Estádio: Aflitos.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ).
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Rodrigo Henrique Correa (Asp Fifa-RJ).
Gol: Araújo (N).
Cartões amarelos: Alemão (N), Aílson e Hugo (S). Público: 20.100.
Renda: 534.310,00.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Trânsito muda nos Aflitos para o clássico entre Náutico e Sport

O trânsito do bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife, vai ser alterado neste domingo (2) por conta do Clásssico entre Náutico e Sport. O jogo começa às 16h.Para assegurar o fluxo no trânsito e deslocamento dos torcedores, entre pedestres e motoristas, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) colocará em prática um esquema especial de circulação de veículos no entorno do campo. Ao todo, um efetivo de 80 agentes de trânsito participará da operação, que inicia às 9h.

A partir da noite de ontem, a CTTU vai colocar cavaletes para proibir o estacionamento de veículos nas ruas da Angustura e Manuel de Carvalho. No domingo, as intervenções começam com o fechamento da Rua da Angustura. Apenas os moradores da área terão acesso ao local, pela Rua Padre Silvino Guedes.

Os agentes também vão fazerr monitoramento nas ruas Manuel de Carvalho, Lauro Montenegro, Teixeira Pinto, Barão de Contendas e na Avenida Conselheiro Rosa e Silva.

Caso o movimento de torcedores para o Clássico seja  muito intenso, a Avenida Rosa e Silva será interditada entre a Rua Conselheiro Portela e a Avenida Santos Dumont. Neste trecho, apenas será permitida a passagem de ônibus. Por conta do bloqueio, o fluxo de veículos da Avenida Rosa e Silva será desviado pela Rua Edgar D’Amorim. A expectativa da Companhia é que o fluxo de veículos volte ao normal na área cerca de 40 minutos após o término do jogo.

Recomendação

A CTTU indica que o torcedor chegue cedo ao estádio para evitar retenções nos arredores. "O ideal é deixar o carro em casa e utilizar o transporte coletivo", informou o órgão por meio de nota.

Para Gilberto, Sport pode até jogar mal, mas precisa vencer o Náutico

A matemática é simples, complicado mesmo é o desafio do Sport para conseguir escapar do rebaixamento para a Série B. Além de vencer o Náutico, dentro dos Aflitos, o elenco rubro-negro vai precisar de uma derrota de Bahia ou Portuguesa, que encaram Atlético-GO e Ponte Preta, respectivamente.

No entanto, o atacante Gilberto sabe que será complicado bater o rival dentro da sua casa, onde o Timbu vem fazendo uma campanha quase impecável. No entanto, para o atleta leonino, não há outra saída que não seja vencer, independente de como venha essa vitória.

- A gente tem que ganhar de qualquer jeito, mesmo se não conseguir jogar bem. O jogo pode ser só 1 a 0, com um gol no final. A gente ganhando, está ótimo.

O atacante voltou a lembrar da comparação que fez há pouco mais de 15 dias. Para Gilberto, a situação do Sport realmente se assemelha com a do gato do desenho animado Tom e Jerry. Para ele, a hora de garantir a vaga - ou pegar o rato - chegou.

- Naquele mesmo dia, eu falei que se a gente conseguisse o objetivo, mesmo que fosse na última rodada, seria bem-vindo. E é o que pode acontecer. A hora de pegar a vaga é essa - finalizou o atacante.

Saulo garante estar pronto para pressão do clássico com o Náutico

Cria da base leonina, Saulo oscilou no Campeonato Brasileiro quando foi acionado para substituir o ídolo rubro-negro Magrão. Chegou a falhar algumas vezes e recebeu críticas da torcida. Porém apareceu bem na partida contra o Fluminense na última rodada e espera repetir a dose diante do Náutico no clássico de domingo nos Aflitos.

- Já estou acostumado com a pressão. Sabemos que é um jogo muito difícil e existe uma expectativa muito grande. Espero fazer um grande jogo e sair com a vitória.

No ano passado, o Sport só veio conseguir o acesso à Série A na última rodada. Mais uma vez de conquistar um objetivo importante permanecem vivas no jogo final do campeonato. Apesar de assumir que não esperava passar por uma situação de possível rebaixamento, ele continua confiante.

- Eu não esperava por isso. Esperava que nós lutássemos por uma Sul-Americana, até Libertadores, quem sabe. Ano passado, nós subimos na última rodada e algo parecido pode acontecer desta vez também. Poucas pessoas diziam que a gente ia subir assim como poucos dizem que nós vamos permanecer.

Saulo mostrou convicção em relação à importância do clássico. Em relação aos jogos entre Atlético-GO x Bahia e Portuguesa x Ponte Preta, o goleiro mostrou pouca preocupação.

- Todo jogo pra mim é importante. Mas eu sei que é um jogo decisivo, que vale nossa vaga na Série A. Temos que manter a tranquilidade. O que o Sérgio passar, temos que ir fazer. Em relação aos outros, Deus sabe o que faz.

Técnico do Sport quer jogadores alheios a 'sinais das arquibancadas'

Para o torcedor do Sport, será quase impossível evitar ficar com "um olho no padre e o outro na missa". As partidas que interferem diretamente no futuro do da equipe - Atlético-GO x Bahia e Portuguesa x Ponte Preta - serão no mesmo horário do Clássico dos Clássicos. E alguns gritos e gestos que virão da arquibancada podem deixar os jogadores rubro-negros cientes do que está acontecendo nos demais jogos. Apesar disso, o técnico Sérgio Guedes quer 100% do foco apenas no Náutico.

- Eu acho que essa situação é irrelevante pra gente. Desde que eu cheguei aqui, eu nunca procurei esconder o que nós tínhamos que fazer. Quando cheguei, a situação era outra e nós ainda temos chances de escapar. O clássico por si só já merece nossa concentração. E em uma situação como esta, mais ainda. Temos que estar tranquilos e confiantes. Não podemos contar com os jogos que não temos como fazer. Temos que fazer o nosso.

O motivacional dos jogadores já vem sendo trabalhado pelo comandante. O que pode acontecer de bom e de ruim ao término da rodada é o principal ponto tocado pelo treinador.

- As consequências desse jogo são as palavras mais oportunas para eu usar nessa ocasião. Tanto o que vai acontecer de bom, como o contrário. É isso que eu venho falando pra eles. Quanto mais concentrado, melhor. A gente não sabe o que vai acontecer, mas temos que estar preparados. Temos que passar o que deve ser feito para as coisas acontecerem de uma maneira positiva.

O lado alvirrubro também vem sendo explorado por Guedes. O que o Náutico pensa a respeito do clássico também é pauta nas conversas do treinador com seus comandados.

- Todo mundo tem um objetivo. Cada um tem seus desejos. E o maior deles é vencer porque muita gente vai ficar feliz. No Náutico, não é diferente. Nós temos uma conta aqui e o Náutico tem a conta deles. E essa conta será paga no domingo. Você paga ela através do comprometimento e da entrega. E eu acredito muito que o meu time possa pagar essa dívida.

Sport sem segredo e sem estresse


Um observador desavisado não seria capaz de perceber que o Sport corre um sério risco de ser rebaixado. Isso porque o clima no clube não denuncia a delicadeza de sua situação. Com todos os envolvidos empenhados na tarefa de livrar a queda, o abatimento passa longe dos vestiários. Pelo contrário. O bom humor e o otimismo são companheiros do elenco. Reflexo do comando e do astral de Sérgio Guedes. Sereno e confiante num bom desempenho contra o Náutico, o treinador não fechou um treino sequer esta semana.

Foi apenas com a chegada de Guedes que o Sport encontrou seu padrão de jogo. Curiosamente, com o mesmo esquema utilizado por Mancini lá no início do Brasileiro. Muitos podem apontar a boa fase de Cicinho e Hugo como justificativa para o crescimento do futebol apresentado, mas é possível que esta evolução seja decorrente da evolução do time como um todo. E isto é reflexo do pensamento do treinador: fazer o simples e inspirar os atletas a buscarem o melhor dentro de si.

Guedes é adepto da simplicidade. Por isso, as dúvidas acerca de suas escalações normalmente são bem pontuais. Para este clássico decisivo, a única incerteza era sobre o parceiro de Tobi na cabeça de área. Mas logo se viu que Moacir ganhou a disputa com Rithely, titular até o jogo com o Figueirense. Os desempenhos do substituto contra Botafogo e Fluminense fizeram com que o treinador o mantivesse no posto.

O Sport não terá nenhuma novidade para encarar o Náutico. Os rubro-negros entrarão em campo com a proposta de tentar pressionar a saída de bola alvirrubra e aplicar uma forte marcação entre as intermediárias. Na hora de agredir, a aposta é na velocidade do trio formado por Gilsinho, Hugo e Felipe Azevedo. Além disso, o time conta ainda com uma jogada de bola aérea perigosa, com cruzamentos saindo normalmente dos pés de Cicinho.

Favoritismo versus motivação

De 1973 a 2012, período do Campeonato Brasileiro unificado, o estádio dos Aflitos recebeu quatro Clássicos dos Clássicos pela Série A. Foram três vitórias alvirrubras e uma rubro-negra. Retrospecto que ajuda a explicar o discurso dos jogadores do Sport. Eles dizem que o Timbu é favorito na partida deste domingo, pela última rodada do nacional, mas garantem que o Sport vai equilibrar o jogo na base da motivação.

Para o zagueiro Aílson, o espírito de luta contra o rebaixamento dos rubro-negros falará mais alto do que o desejo alvirrubro de voltar a uma competição internacional (Sulamericana) após quatro décadas. "Acho que devemos estar mais motivados. O Náutico está brigado por algo a mais, porque já escapou da queda. Nós vamos atrás do primeiro objetivo, até dependendo de outros resultados", afirmou, após o treino deste sábado.

O atacante Gilsinho engrossou o coro. "O Náutico tem uma equipe forte e joga em casa, mas não podemos deixar que eles gostem do jogo. Precisamos do resultado e vamos impor o ritmo. Se repetirmos o que estamos fazendo nas últimas rodadas, temos condições de vencer."

Último treino do Sport tem apoio da torcida e clima de ansiedade

O último treino do Sport na Série A 2012, na manhã deste sábado, foi marcado pelo apoio da torcida e por um perceptível clima de tensão. Tudo porque o Leão entra em campo, às 16h deste domingo, para decidir o seu futuro. Nos Aflitos, contra o Náutico, precisa vencer para manter as chances de continuar na elite nacional. Para alcançar o objetivo, no entanto, os rubro-negros dependem, ainda, de uma derrota de Bahia ou Portuguesa.

Durante o rachão, realizado em metade do campo da Ilha do Retiro, cerca de 200 torcedores (a maioria, da Torcida Jovem) fizeram questão de quebrar o silêncio. Repetindo o que vêm fazendo nas últimas semanas, os rubro-negros apoiaram os jogadores e vibraram com os melhores lances. Alguns, porém, não perdoaram as falhas e cobraram um bom desempenho no Clássico dos Clássicos.

No campo, os atletas mostraram disposição, correndo bastante e buscando o jogo. Apesar de alguns momentos de descontração, era possível perceber que o clima no elenco é de concentração e relativo nervosismo. Na coletiva após o treino, o atacante Gilsinho falou sobre o assunto. "Existe uma ansiedade, que é normal, por ser um clássico e um jogo decisivo. Mas estamos conscientes do que devemos fazer amanhã", afirmou.

"O Sport merece ficar", dizem jogadores

Melhor aproveitamento nas últimas sete rodadas, empatado com o Corinthians, campeão da Libertadores de 2012 (66,67%). Quatro vitórias, dois empates e uma derrota, 14 pontos de 21 disputados. Não dá para negar: o Sport vem em grande fase. É nisso que os jogadores rubro-negros se apegam para defender que o clube merece disputar a Série A em 2013.

O atacante Gilsinho, por exemplo, considera que Bahia e Portuguesa, outros possíveis rebaixados, não têm demonstrado um grande desempenho. "Acho que merecemos ficar, por causa das nossas últimas partidas. Estamos melhores do que os demais times que estão lutando contra a queda", disse, após o treino deste sábado.

O zagueiro Aílson adotou um discurso semelhante. "Merecemos continuar por causa da luta, da resposta que demos no segundo turno. Se você parar para pensar só na primeira parte do campeonato, já poderíamos estar matematicamente rebaixados."

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cicinho retona à lateral e cruzamento vira grande arma do time para o clássico

Depois de cumprir suspensão automática, Cicinho retorna à lateral direita do Sport. Para os torcedores rubro-negros, a notícia vem com contornos de alívio. Na partida contra o Fluminense, o substituto Renato esteve longe de atender as expectativas. Errou passes, cruzamentos e falhou na marcação. A consequência foram as vaias e a substituição ainda nos 30 minutos de jogo.

"Tinha que dar oportunidade ao jogador do setor. Renato fez uma boa semana de treinos, então achei que seria a melhor opção. Como não saiu da maneira como esperávamos, tivemos de corrigir ao longo do confronto", disse o técnico Sérgio Guedes. Durante o duelo com o Flu, ele optou pela entrada de Rithely e recolocou Moacir na lateral. O Sport, com isso, cresceu.

Diante do Náutico, porém, o temor de quem ocupa o setor não existe. Um dos líderes do Sport, Cicinho faz um Campeonato Brasileiro acima das expectativas. Ele chegou à Ilha do Retiro rondado de desconfiança após relatar o uso abusivo do álcool. Recomposto, driblou a desconfiança e virou o atleta que mais acerta cruzamentos no time. Mais do que isso. É o terceiro do Brasileiro nesse quesito. Com 35 acertos, está apenas atrás de Juninho Pernambucano (36) e Luis Ricardo (40) - segundo o Footstas. Definitivamente, é uma das grandes armas ofensivas do time para o Clássico dos Clássicos.

Cicinho, inclusive, já passou a despertar o interesse de outros clubes. Com contrato com o Sport até junho do ano que vem, o atleta já foi procurado pela diretoria para ampliar o vínculo. Antes disso, contudo, ele preferiu esperar uma definição da situação do Sport na Série A.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sport terá força máxima para o clássico


No próximo domingo (02) será encerrado o Campeonato Brasileiro da Série A de 2012. O Sport ainda continua tem chances de evitar o rebaixamento e se manter na competição para 2013.

Mas para conseguir o seu objetivo o Leão tem que vencer o seu último jogo na Série A, que é o clássico com o Náutico no estádio dos Aflitos e torcer para o Bahia perder para o Atlético de Goiás no Serra Dourada ou a Portuguesa perder para a Ponte Preta no Canindé.

Para este clássico o time Rubro-Negro terá força máxima, inclusive contará com o retorno do lateral-direito Cicinho (foto), que não enfrentou o Fluminense porque estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

domingo, 25 de novembro de 2012

Zagueiro do Sport responde às provocações do atacante Kieza


O zagueiro Ailson, do Sport, respondeu às provocações que o atacante Kieza, do Náutico, fez pelo Twitter. O jogador do Timbu escreveu que no próximo domingo, o alvirrubro irá "acabar de derrubar a coisa" se referindo ao rival que está na zona de rebaixamento. O defensor afirmou que os jogadores do Leão irão resolver essa questão dentro de campo.

- Jogador de futebol resolve as coisas dentro de campo. Fora de campo quem ganha é político, discursando. Nosso trabalho é jogar e conseguir o resultado dentro de campo - afirmou Ailson.

Ainda sobre este assunto, Ailson disse que usará as palavras de Kieza como um combustível para vencer o clássico.

- O jogador inteligente pega uma frase dessa e transforma em combustível motivador. Agora, o jogador que não tem objetivo na vida chega lá e abre as pernas para os caras. Mas aqui no Sport sempre resolvemos as coisas dentro de campo - completou o zagueiro.

Sobre o clima para o clássico decisivo na última rodada, Ailson garantiu que os jogadores estão seguros que farão uma boa apresentação.

- O ambiente é seguro e tranquilo, continuamos trabalhando. A qualidade do Náutico é evidente e quando se trata de um clássico, vence quem errar menos - concluiu Ailson.

Pelo Twitter, Kieza provoca torcida do Sport e jornalistas



O atacante Kieza, do Náutico, através da sua conta Twitter, aproveitou o empate do time alvirrubro contra o Bahia e, consequentemente, a garantia de disputar a Série A no ano que vem, para desabafar. E sobrou para os jornalistas e para a torcida do Sport.

Assim que terminou o jogo do Náutico, Kieza escreveu no microblog: "Quero ver algum jornalista corneteiro ou torcedor da coisa falar que temos chances de cair ainda kkkkkkk". Após publicar, em menos de 30 minutos, quase 200 pessoas retuitaram o desabafo do atacante.

No post seguinte, Kieza provocou a torcida do Sport. "e domingo vamos acabar de derrubar a coisa vamo que vamo timba", escreveu.

Na próxima rodada, Náutico e Sport se enfrentam no estádio dos Aflitos, naquele que pode ser o Clássico dos Clássicos mais quente de todos os tempos. De um lado, o Timbu, garantido na Série A e atrás de uma vaga na Copa Sul-Americana. Do outro lado, o Sport, primeiro time dentro da zona de rebaixamento e que necessita de qualquer jeito da vitória contra o Náutico para não ser rebaixado.

Sérgio Guedes: placar foi injusto, mas equipe está otimista


O Sport arrancou um empate do campeão brasileiro de 2012, mas mesmo assim o técnico Sérgio Guedes acredita que o placar foi injusto. Isso porque, segundo ele, os jogadores rubro-negros se superaram e chegaram ao limite sem deixar com que o nervosismo atrapalhasse o desempenhod entro de campo. O resultado dá uma desanimada apenas imediata, pois a chance que ainda resta faz com o que o grupo seja otimista.

"Acho um resultado muito injusto. Mas o fato está consumado e falar vai mudar muito pouco. Ainda estou satisfetito por tudo aquilo que vi e espero uma semana positiva", declarou o treinador. Mais do que as falhas da defesa rubro-negra, ele defendeu a competência do adversário, destacando o bom posicionamento e qualidade do goleiro Diego Cavalieri, eleito o melhor do Brasileirão deste ano.

Sem querer apontar culpados para as chances de gol perdidas, o Guedes não poupou elogios à equipe. "Foram até o fim buscando o que eles queriam e foram além da expectativa física. Um perdia o gol e o outro corria atrás para recuperar e criar uma outra posibilidade. E aí é limite, é atiutude e superação. Saio fortalecido nesse aspecto."

Sérgio Guedes justificou também suas opções táticas, explicando as substituições realizadas e declarando que não se arrependeu em nenhum momento de ter escalado Renato como titular. "Não lamento e continuo achando que ele tem potencial. Ele demorou a administrar (a cobrança). A gente tinha uma especialiatista que não era da posição, mas jogou por muito tempo ali. E, na ocasião da partida, a gente entendeu que seria mais apropriado", disse.

Sobre a saída de Gilberto na volta do intervalo, o motivo foi a atitude do jogador durante o primeiro tempo. "Às vezes o Gilberto relutou em ficar dentro para terminar a jogada. Se você tem essa dificuldade e você tem que sair para criar situações, é melhor colocar o Henrique que é um jogador que consegue sair, organizar, voltar e terminar", explicou.

Agora, o foco total da equipe está na última rodada, um clásscio contra o Náutico nos Aflitos, que vai definir o futuro do Sport na competição nacional. Guedes, que nunca viveu um clássico no Recife, admitiu que sente uma rivalidade grande, mas voltou a pedir equilíbrio, otimismo e comprometimento da equipe. E terminou sua entrevista coletiva com uma pitada de auto-confiança: "Sob o meu coimando o Sport venceu muito fora e está aí mais uma oportunidde para isso acontecer".

Sport perde muitos gols, empata com Fluminense e se complica na Série A

Foto:Paulo Paiva


Num jogo marcado por lances de pura tensão, o Sport empatou com o Fluminense por 1 a 1, na Ilha do Retiro. Resultado que deixou as chances de o Leão livrar a queda para a última rodada. Agora, os rubro-negros precisam vencer o Náutico nos Aflitos e torcer para o Bahia perder para o Atlético-GO no Serra Dourada, além de esperar por um tropeço da Portuguesa diante da Ponte Preta.

A postura dentro de campo externava o cenário do jogo para os rubro-negros. O Sport não encarava uma equipe ressacada pela conquista de seus objetivos. O adversário era o campeão brasileiro. Empurrada por uma torcida que participava ativamente da partida, o Leão adiantou a sua marcação e envolvia os cariocas com muita movimentação em sua intermediária ofensiva.

Mas a cada investida, ficava evidente a falta que Cicinho fazia ao time. Um a um, Gilsinho, Renato e Moacir desperdiçavam oportunidades em cruzamentos sem direção. Passado o afã inicial, o Fluminense fez da tranquilidade um aliado. Enquanto os rubro-negros começavam a bater cabeça, o campeão brasileiro tratou de colocar a bola no chão e controlar as ações. E aos 27 minutos, Fred mostrou o motivo pelo qual foi escolhido o craque da competição. Na primeira oportunidade que teve, o artilheiro tricolor deixou a sua marca. Num escanteio mal rebatido pela zaga leonina, a bola parou nos pés do camisa 9, que com frieza, deslocou Saulo com um chute firme.

O golpe de Fred fez Jason rodar e cair no chão. Zonzo, mas não morto. Pouco depois, a notícia do gol da Portuguesa sobre o Inter atingiu a torcida como um golpe seco. Mas os rubro-negros se recusavam a acreditar na queda. Em um dos lances mais importantes do ano, Gilberto recebeu um bom lançamento e com um toque, lançou Felipe Azevedo numa corrida contra Leandro Euzébio. O atacante venceu a disputa e com um toque por cima de Diego Cavalieri, reacendeu a esperança leonina.

O jogo seguia 1 a 1 aos 20 minutos do segundo tempo e àquela altura, o Bahia vencia o Náutico por 1 a 0 e a Portuguesa batia o Inter por 2 a 0. Resultados que rebaixavam o Leão. Mas não havia abatimento na arquibancada. No último compromisso do time na Ilha do Retiro, a torcida empurrou a equipe enquanto houve fôlego. Já sem Hugo, que deixara o campo contundido, o Sport dependia de uma total entrega dos atletas para reverter a delicada situação.

Os lances seguintes levaram a partida para a qualidade de inacreditável. Em pelo menos três oportunidades, os defensores da equipe carioca evitaram o segundo gol do Leão em cima da linha. Digão, Valencia e o próprio Cavalieri impediram a virada.  

Sport
Saulo; Renato (Rithely), Aílson, Diego Ivo e Reinaldo; Tobi, Moacir e Hugo (Willians); Gilsinho, Felipe Azevedo e Gilberto (Henrique). Técnico: Sérgio Guedes.

Fluminense
Cavalieri; Wallace, Digão, Leandro Euzébio (Elivélton) e Carlinhos; Edinho, Valencia, Jean e Thiago Neves (Marcos Júnior); Rafael Sobis (Samuel) e Fred. Técnico: Abel Braga.

Estádio: Ilha do Retiro.
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO).
Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Guilherme Dias Camilo (Asp Fifa-MG).
Gols: Felipe Azevedo (S) e Fred (F).
Cartões amarelos: Reinaldo (S), Wallace e Carlinhos (F).
Público: 32.937.
Renda: R$ 387.720,00.