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domingo, 24 de novembro de 2013

Magrão e Marcelinho Paraíba em dia de torcedor para ver acesso do Sport

Foto: Elton de Castro

Globoesporte.com

Jogo fora de casa, luta pelo acesso, chuva e muito sufoco. O cenário do duelo contra o Boa Esporte, neste sábado, remetia ao ano de 2011, quando o Sport conquistou o acesso diante do Vila Nova. Principalmente para dois “torcedores” que tiveram uma atuação decisiva contra o time goiano dentro de campo, mas que nesta temporada foram obrigados a acompanhar a “decisão” das arquibancadas do estádio Melão. Angustiados, o goleiro Magrão e o meio-campo Marcelinho Paraíba, que recentemente deixou o clube mineiro, não conseguiam desgrudar os olhos da partida.

Enquanto o camisa 1 dividia todo o seu nervosismo com membros da comissão técnica leonina, o armador tentava disfarçar a preferência pela equipe pernambucana. Afinal, estava no meio da torcida mineira e fazia pouco tempo que havia rescindido contrato com o Boa Esporte.

- Bora, pessoal. Não pode dar espaço. Sai da área todo mundo – pediu o goleiro, quando o Boa Esporte teve uma cobrança de falta nos minutos iniciais do jogo.

O nervosismo diminuiu com o primeiro gol rubro-negro.
- Isso, vamos assim. Mas não pode descuidar – disse o goleiro, antes do terceiro gol do Sport. Outra vez, marcado por Marcos Aurélio.

Enquanto isso, Marcelinho Paraíba mantinha um sorriso no canto da boca. Feliz com o placar, o jogador evitou comemorar os gols leoninos. Mas não escondeu para quem torcida.

- Todo mundo sabe que estou torcendo para o Sport. Se continuar assim, sobe.

A alegria dos rubro-negros aumentou quando o serviço de som do estádio anunciou o segundo gol da Chapeconse. No entanto, Magrão parecia saber que não seria nada fácil.

- Estamos subindo, mas não podemos descuidar. Eles são perigosos.

Dito e feito. O gol de Eder Lima, aos três minutos da segunda etapa atormentou o camisa 1, que foi à loucura após o segundo gol do Boa Esporte, marcado por Luiz Paulo.

- Não pode. Não pode. Agora ficou perigoso.

Inconformado com a atitude da equipe, Marcelinho Paraíba reclamou.

- Os caras estão vacilando. Estão pedindo para levar gol.

A partir daí, o desespero tomou conta do camisa 1. Mão na cabeça, chutes no ar e orientações – que não tinham como chegar aos companheiros, dada a distância.

- Meu Deus do céu! Tira essa bola, Rithely. Não deixa cruzar – implorou o goleiro, que não conseguia parar.

- Não foi nada juiz! Agora eles vão mandar a bola na nossa área. Segura! - reclamou Magrão, após a falta de Felipe Azevedo em Moisés, aos 43 do segundo tempo.

Quando Bambam, ex-Sport, pegou o rebote na área leonina, aos 44 minutos do segundo tempo, Magrão preferiu fechar os olhos.

- Pode acabar. Vamos subir.

A angústia demorou até os 48, quando árbitro pediu a bola. Aliviado, o goleiro tentou ir ao encontro dos amigos, mas foi impedido pelo organizador do estádio. Quando enfim entrou em campo, Magrão respirou fundo e resumiu como tinha sido o seu dia de torcedor.

- Não é bom ficar na torcida. É duro e, às vezes, você incorpora o torcedor e reclama mesmo. Mas conseguimos o acesso. Isso é o que importa. Agora, é a hora de comemorar.

sábado, 23 de novembro de 2013

Jogadores do Sport comemoram o acesso, e aproveitam para cutucar os rivais de Recife

A torcida do Sport está em festa. O Leão garantiu o acesso à Série A 2014, com uma vitória fora de casa diante do Boa Esporte por 3 x 2. Após fazer três gols no primeiro tempo, o time rubro-negro relaxou, e o Boa fez dois gols. Mas nada que impedisse a festa do Leão em Varginha.

Os jogadores comemoram bastante o acesso. O meia Lucas Lima, um dos destaques da campanha, falou sobre o acesso.

'Graças a Deus o resultado ajudou. Fizemos nossa parte e conseguimos esse acesso. Esse grupo é muito bom. Merecemos muito esse acesso', falou Lucas.

Autor de um gol na vitória, o atacante Neto Baiano, também falou sobre a partida.'O dever foi cumprido. Conseguimos o acesso. Agora temos que vencer na Ilha, sábado, para fazer uma festa maior ainda', disse o confiante Neto.

Substituto do Magrão, Saulo não teve papas na língua e aproveitou para cutucar os rivais pernambucanos.

'Essa torcida que chorou o ano passado, agora pode comemorar. Para os secadores de Recife, o papai voltou', disse, referindo-se ao Sport, apelidado pela torcida como o 'Papai de Recife'.

O Sport pega na última rodada o Paysandu na Ilha do Retiro.

Torcida vai receber o Sport no aeroporto na manhã deste domingo



Por JConline

A chegada do Sport ao Recife deve ser novamente de muita festa. A delegação, após conquistar o acesso à Série A no interior de Minas Gerais, vai desembarcar no Aeroporto Internacional do Recife por volta das 11h deste domingo.

São aguardados milhares de rubro-negros no desembarque do time, que provavelmente vão seguir em comboio juntamente com a equipe até a Ilha do Retiro.

"Você viu como estava o aeroporto na nossa despedida para Minas Gerais. Imagine como não vai estar aquilo na chegada", comentou o diretor Sandro Goiano.

Sufoco, sorte, vitória e alívio. O Sport está de volta à Série A



Por SuperEsportes

Por um momento, parecia que seria tranquilo. Mas se fosse assim, não teria o mesmo gosto. No futebol, a proporção é ilógica. Quanto mais emoção, mais gostosa a comemoração. Antes, lógico, uma dose de alívio. Mas pode bater no peito torcedor rubro-negro.  O campeão brasileiro de 1987 está mais uma vez na Série A. Entre certezas e dúvidas, a classificação veio graças à uma vitória por 3 a 2, neste sábado, sobre o Boa Esporte em Varginha e aos tropeços de Icasa e Ceará frente Chapecoense e Palmeiras, respectivamente. No ano da Copa do Mundo no Brasil, o rubro-negro será o único representante de Pernambuco na elite do futebol nacional.

O Sport fez a sua parte logo no primeiro tempo. A etapa inicial, por sinal, mostrou claramente a diferença de motivação entre as duas equipes. Disposto a decidir a sua sorte na competição, o Leão entrou em campo acesso e partindo para o ataque desde os primeiros minutos. Já o Boa, sem qualquer aspiração na competição, se mostrou uma equipe sonolenta.
Foto: Pakito Varginha
Não demorou para esse abismo na motivação das duas equipes se refletir no placar. Bastaram 21 minutos para os rubro-negros começarem a pavimentar o retorno à Série A. Primeiro com um golaço de Marcos Aurélio, que ganhou do zagueiro e chutou cruzado, quase sem ângulo. Depois Neto Baiano, de cabeça, ampliou para 2 a 0.

A partir disso, as atenções dos rubro-negros saíram de Varginha e foram para Juazeiro do Norte, onde o Icasa era derrotado pelo Chapecoense, já com o jogo no segundo tempo. Combinação de resultados que classificava o Leão. Aos 41, Marcos Aurélio, o nome da campanha do Sport, fazia o terceiro do Leão, de cabeça e deixava claro que a parte pernambucana estava feita.

A da Chapecoense também. Tanto que logo aos dois minutos, Eder diminuiu para o Boa Esporte, mas poucos se importaram com isso. No mesmo momento, o jogo em Juazeiro do Norte acabava, com a vitória do time catarinense sobre o Icasa por 2 a 1. Ao invés de lamentar o gol sofridos, os rubro-negros espalhados pelo Brasil preferiram comemorar. Bastava o Leão segurar a vitória.

Mas ainda tinha jogo. Muito jogo. Para dar a emoção que estava faltando. E deixar a festa do acesso mais gostosa. Aos 19 minutos, Luís Paulo desviou de cabeça tirando do alcance de Saulo. O Sport tinha que segurar a vitória para sacramentar o acesso. Levou sufoco, tomou susto, mas conseguiu.

O Leão voltou!

Ficha do jogo

Boa Esporte
Jonatas; Sheslon (Rafinha), Neylor, Thiago Carvalho e Crystian; Vinicius Hess, Moíses Ribeiro, Jeferson e Filipinho (Bambam); Luiz Paulo e Eder (Crislan). Técnico: Cesinha.

Sport
Saulo; Aílson, Tobi e Oswaldo; Patric, Rithely, Aílton (Vinícius Simon), Lucas Lima (Rafael Pereira) e Marcelo Cordeiro; Marcos Aurélio e Neto Baiano (Felipe Azevedo). Técnico: Geninho.

Local: Dilzon Melo, Melão. Arbitragem: Raphael Claus (SP). Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés e Danilo Ricardo Simon Manis. Gols: Marcos Aurélio (17 e 41 do 1º) e Neto Baiano (21 do 1º), Eder (4 do 2º), Luis Paulo (19 do 2º).