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sexta-feira, 29 de março de 2013

Érico Júnior deixa o técnico definir quem será titular

Após o seu primeiro jogo como titular do Sport, o atacante Érico Júnior não escondeu a satisfação pela atuação durante a vitória sobre o Chã Grande, na quarta-feira passada. Embora tenha saído durante o segundo tempo, o jogador acredita que deixou uma boa impressão.

- Acho que consegui aproveitar bem a minha chance. Ajudei a equipe e tentei fazer o que o treinador pediu. Acredito que fui bem, mas, se continuarei ou não na equipe, depende do treinador.

Mesmo tendo sido elogiado por Sérgio Guedes, que disse ter gostado da intensidade com que Érico Júnior  e Lucas Lima atuaram, o atacante disse que ainda não se considera um titular da equipe.

- Não posso me considerar titular. Tenho que continuar trabalhando e conquistando o meu lugar. Aos poucos, nós vamos buscando o nosso espaço, mas estou tranquilo. Se tiver que jogar ou ficar no banco, o importante é que eu continue crescendo.

Técnico pede mais toque de bola

Com relação ao seu estilo de jogo, Érico Júnior disse que não pretende abandonar as jogadas individuais. No entanto, revelou um conselho do técnico Sérgio Guedes, para que ele tocasse mais a bola.

- Estou calmo e tento fazer o que sempre fiz desde que venho da base. Meu estilo de jogo é esse. Gosto de correr muito e tentar jogadas individuais. Cansei no jogo, mas vou melhorando aos poucos. Também conversei com Sérgio e com Kleiton e eles me pediram para que eu tocasse a bola quando estivesse longe da área. Mas me deram liberdade para partir para cima quando estiver no mano a mano.

Feliz, Sérgio Guedes diz que Sport saiu da teoria e entrou na prática

Como não poderia deixar de ser, o técnico Sérgio Guedes foi só elogios aos seus comandados após a vitória do Sport sobre o Chã Grande, por 5 a 0, na noite desta quarta-feira. Para o treinador, a equipe conseguiu compreender o espirito de luta que ele deseja e soube controlar o adversário.

- Gostei muito do que aconteceu. Não vencemos com lances esporádicos. Tivemos uma grande articulação, fizemos boas jogadas e trabalhamos a bola. Conseguimos neutralizar o adversário e mostramos o poder de superação desejado. Fizemos uma ótima partida. Valorizo essa vitória, pois o Sport impôs a condição que tem. Saímos da teoria e fomos para a prática.

Para o treinador, a vitória sobre o Chã Grande dará ao elenco a tranquilidade necessária para o decorrer da temporada. No entanto, Sérgio Guedes alertou para que seus atletas não se acomodem com o placar.

- Um resultado positivo ajuda, pois o nosso grupo merecia isso. Porém, temos que manter os pés no chão. Não podemos achar que tudo está bem. Lógico que isso nos ajuda a ter o hábito de vencer.

Feliz pela participação da equipe, Sérgio Guedes elogiou os atletas mais jovens, mas disse que a equipe ainda precisa de um período para maturação.

- A entrada dos jogadores mais jovens deu velocidade, mas não podemos achar que tudo está pronto. Eles precisam saber que terão que fazer e evoluir mais. Ainda existirão várias chances e outras situações, onde eles terão que mostrar essa qualidade.

Mesmo não gostando de individualizar seus elogios, o treinador aproveitou para enaltecer a participação do lateral-esquerdo Reinaldo. Tentando melhorar o ambiente do jogador com a torcida, Sérgio Guedes destacou o poder de reação do atleta.

- Achei importante a participação do Reinaldo, que soube trabalhar quando foi cobrado e assim que a torcida deixou de ironizar, ele cresceu. Acho que é um jogador importante e que cresceu com a entrada do Lucas Lima, que o ajudou.

terça-feira, 12 de março de 2013

Atacante do Sport Erico Junior, o Pelezinho, é chamado assim desde o primeiro contato com a bola


Era o segundo tempo de jogo entre Sport e Porto quando o quarto árbitro subiu a placa para confirmar a modificação no time rubro-negro. No sistema do som da Ilha do Retiro, o locutor anunciava: “Substituição no Sport. Sai Marcos Aurélio. Entra Pelezinho.” Mas, na camisa do jogador, estava estampado o nome Erico Junior. Tem sido assim. Desde que começou a dar os primeiros toques na bola, o apelido alusivo ao maior jogador de futebol persegue a nova promessa do Leão da Ilha. Por mais que se tente evitar.

Foi no bairro do Ibura, Zona Oeste do Recife, que o atacante começou a dar os primeiros toques na bola e a receber a alcunha. Descalço, com os pés na areia, ele já corria atrás do sonho. “Eu não me lembro quem colocou o apelido. Mas eu já era chamado assim quando eu tinha de sete para oito anos e jogava bola na pracinha perto de casa”, conta.

Três anos depois, ele se mudou para Maranguape I, no município de Paulista. Ninguém o conhecia, mas a semelhança com outro colega trouxe à tona o antigo apelido. “Eu me apresentava com o meu nome, mas começaram a chamar de Pelezinho também”, lembra. “Eu não me importo que me chamem assim. Pelé já teve a história dele e não pode haver comparações”, acrescenta.

De fato, foi como Pelezinho que o atleta começou a tentar a carreira de jogador. Primeiro, passou por um mês no Santa Cruz. Só treinou. Em seguida, quando tinha 15 anos, foram outros seis meses no rival Náutico. Também não teve chance de atuar. Foi quando apareceu a oportunidade de jogar no Vitória de Santo Antão.

No Taboquito, Pelezinho teve dois anos para mostrar o seu talento. Participou de duas Copas São Paulo. E, no ano passado, chamou atenção do Sport após a disputa do Campeonato Pernambucano de Juniores. Assinou contrato com o Rubro-negro até janeiro do próximo ano e está a apenas três semanas entre os profissionais. Na Ilha do Retiro, recebeu a orientação para ser chamado apenas de Erico Junior.

No último domingo, quando ouviu o sistema de som do estádio anunciar a sua entrada com o apelido que lhe persegue, Pelezinho estava apenas no seu primeiro jogo como profissional na vitória de 2 a 0 sobre o Porto. Foram poucos minutos em campo, mas o suficiente para chamar a atenção da torcida.Dribles curtos e rápidos. Velocidade que deixava a marcação para trás com facilidade.

“Na hora de entrar, vem a ansiedade. É normal. Depois da partida, vem a alegria pelo time ter vencido, ter jogado bem e também pela torcida ter gostado do Erico Junior no começo da sua carreira”, afirma, em terceira pessoa. Assim como o Rei do Futebol.